“Nova Economia da Amazônia”: desenvolvimento com floresta em pé

Chegou 2050. Acabou o desmatamento na Amazônia. O PIB da região aumentou R$ 40 bilhões por ano, há 81 milhões de hectares de florestas de saldo em relação aos anos 2020, são 312 mil novos empregos, o estoque de carbono é 19% maior, as emissões líquidas caíram 94%, a perda de água por escoamento superficial caiu 13%, a de nitrogênio, 16%, e a de fósforo, 18%.
A filantropia climática – e estratégica – do Arapyaú, de Guilherme Leal

Empresário brasileiro mais identificado com a pauta da sustentabilidade ambiental e social no Brasil, Guilherme Leal, um dos fundadores da Natura, criou um ecossistema próprio de instituições em torno do tema.
Diálogos Amazônicos

Os Diálogos Amazônicos reunirão, entre os dias 4 e 6 de agosto de 2023, no Hangar Centro de Convenções em Belém (PA), um conjunto de iniciativas da sociedade civil organizada com o objetivo de pautar a formulação de novas estratégias para a região. Envolvem, desde a sua organização, representantes de entidades, movimentos sociais, academia, centros de pesquisa e agências governamentais, do Brasil e demais países amazônicos.
Estudo propõe modelo econômico que afasta Amazônia de “ponto de não retorno” e leva a “ponto de muito retorno”

Como colocar a Amazônia Legal em uma trajetória de descarbonização, transformando a economia da região para que ela cresça, gere oportunidades, valorize as culturas locais e os ativos ambientais, combatendo a desigualdade e os desmatamentos? Essa foi a pergunta que moveu os 76 pesquisadores que assinam o relatório Nova Economia da Amazônia, divulgado hoje pelo WRI.
Nova Economia da Amazônia pode adicionar R$ 40 bilhões ao PIB em 2050

A Nova Economia da Amazônia (NEA), orientada pelo Acordo de Paris, desmatamento zero e restauração florestal, por exemplo, chega em 2050 com PIB de R$ 40 bilhões superior ao referencial, 312 mil empregos adicionais, além de 81 milhões de hectares de florestas e 19% de estoque de carbono a mais, é o que aponta o estudo A Nova Economia da Amazônia, apresentado nesta terça-feira, 20, na Conferência Panamazônica de Bioeconomia.
A “Nova Economia da Amazônia” e as mulheres

O atual modelo de “desenvolvimento” da Amazônia – baseado na velha lógica de devastação florestal, exploração desenfreada de recursos naturais e atividades de alto impacto ambiental – é uma tragédia para todo o planeta. Além de seus efeitos maléficos sobre o clima, com a aceleração do ponto de não-retorno da Floresta Amazônica, causa enorme prejuízo econômico para a região e para todo o Brasil.
Fórum Brasileiro de Segurança Pública segue até quinta (22) em Belém

Até a próxima quinta-feira (22), Belém será sede do 17º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O evento de lançamento ocorreu na noite desta terça-feira (20), no Teatro Maria Sylvia Nunes, localizado na Estação das Docas.
Sem desmatamento, Amazônia pode gerar R$ 1,3 trilhão em riquezas até 2050

Estudo divulgado esta semana pela pela organização WRI Brasil, em parceria com a The New Climate Economy e mais de 75 pesquisadores e organizações de diferentes regiões do país, mostra que a Amazônia Legal cresce mais se for mantida em pé. Desmatamento zero, agropecuária de baixa emissão de carbono e matriz energética apoiada em energia solar poderão gerar crescimento econômico maior, mais qualificado e inclusivo até 2050, concluem.
Só 12% do desmate se dá por demandas da Amazônia

Mais de 83% do desmatamento da Amazônia Legal tem origem em demandas do resto do Brasil e do exterior. No caso da pecuária, 85% da área desmatada foi para atender o consumo doméstico. Mais de 70% da floresta é derrubada para atender exportações de algodão e minérios e 86% no caso da soja. Só 12% dos desmatamentos atuais na Amazônia são causados para responder a demandas da própria região.
Um olhar integrado para o desenvolvimento pan-amazônico

Quais caminhos levam ao desenvolvimento da região amazônica? A ser realizada em 8 e 9 de agosto em Belém do Pará, pelo governo federal, a Cúpula da Amazônia reposiciona o Brasil na arena internacional dos fóruns sobre desenvolvimento. Isso porque o País também sediará a Cúpula do G20, em 2024, e a 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 30), em 2025, na capital paraense.
A palavra sempre acha um jeito

A palavra falada ou escrita sempre acha um jeito de tocar as pessoas e, ao tocá-las, provoca sensações e alimenta imaginações sobre realidades muitas vezes distantes e desconhecidas. Uma boa parte da população brasileira, por exemplo, nunca visitou a Região Amazônica, mas ouve ou lê histórias sobre esse imenso território e cultiva um imaginário que pode – ou não – se parecer com as múltiplas realidades locais.
Brasil tem baixa ambição em resolver os problemas da Amazônia, dizem especialistas

Apesar da temática de sustentabilidade estar em alta nas maiores empresas do Brasil e no governo federal, o País tem uma baixa ambição em resolver os problemas da Amazônia. Esse foi o diagnóstico apresentado durante o evento Diálogo rumo à Cúpula da Amazônia, realizado numa parceria entre Estadão e a rede Uma Concertação pela Amazônia
Desmatamento nos biomas brasileiros cresce 22% em 2022, aponta levantamento do MapBiomas

O desmatamento nos biomas brasileiros cresceu 22,3% em 2022, superando dois milhões de hectares destruídos em um ano (equivalente a 90% da área do estado de Sergipe). Só na Amazônia, cerca de 21 árvores foram derrubadas a cada segundo. É o que aponta o Relatório Anual de Desmatamento no Brasil (RAD), do MapBiomas.
Desmatamento cresce 22% em 2022 e área devastada é a maior dos últimos quatro anos, aponta relatório

O desmatamento no Brasil cresceu 22,3% no ano passado em relação a 2021, superando 2 milhões de hectares destruídos em apenas 12 meses. Isso significa dizer que, em 2022, 21 árvores foram derrubadas a cada segundo somente na Amazônia.
Os dados estão no mais recente Relatório Anual de Desmatamento (RAD2022), divulgado nesta segunda-feira, 12, pelo MapBiomas, iniciativa do Observatório do Clima conduzida por uma rede de universidades, ONGs e empresas de tecnologia. Quilombos e terras indígenas seguem sendo as áreas mais bem preservadas do Brasil.
O valor da diversidade para a bioeconomia

A diversidade territorial amazônica, refletida em seus povos, culturas, solos, flora e fauna – a sociobiogeodiversidade amazônica – contém elementos únicos para proporcionar uma vida melhor à humanidade. Perpassa diferentes setores: saúde, alimentação, regulação do clima, bem como pela distribuição de riqueza e promoção do bem-estar social.
Quanto tempo levaremos para dar importância ao meio ambiente?

Outro dia me deparei com um artigo na internet que perguntava quanto tempo leva para uma sociedade aprender a não lesar a si mesma, quanta comprovação é necessária para que se altere a conduta geral. O assunto era outro, completamente diferente, mas esses questionamentos fazem todo sentido também quando falamos sobre mudança climática, aquecimento global e desmatamento.
O quebra-cabeças na bioeconomia

“Todas as peças necessárias já estão sobre a mesa. Só falta montar o quebra-cabeça”, diz Salo Coslovsky, integrante do projeto Amazônia 2030, iniciativa de um grupo de pesquisadores para criar um plano de desenvolvimento sustentável para a Amazônia brasileira. “Temos florestas, áreas desmatadas que podem ser recuperadas, comunidades com conhecimentos tradicionais, produtos relevantes, empresas que querem investir e interesse internacional por produtos da nossa bioeconomia”, descreve o professor da Universidade de Nova York (NYU), onde leciona disciplinas de planejamento urbano e desenvolvimento econômico.
Mineração, energia e clima: uma equação global e brasileira

Com o fim da pandemia, declarado oficialmente pela OMS no início de maio, a maior e mais imediata ameaça para o futuro da humanidade é a crise climática. Aliás, de acordo com alguns observadores, o surgimento da primeira não estaria totalmente desconectado da segunda.
ONU confirma Belém como sede da COP-30 em 2025

A cidade de Belém, no Pará, vai sediar a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30). A informação foi divulgada nesta sexta-feira (26) pelo governo federal, por meio de um vídeo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador do Estado, Helder Barbalho (MDB), recebem a confirmação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Seminário Desenvolvimento Sustentável na Amazônia

O evento tem como objetivo promover debate entre representantes de governo e da sociedade civil sobre temas importantes para a Amazônia, tais como florestas, água, clima, bioeconomia, prevenção e combate ao desmatamento e aos crimes ambientais, cooperação científica, saúde, segurança alimentar e a contribuição dos povos indígenas e dos povos e comunidades tradicionais como guardiões da biodiversidade amazônica, para a identificação de propostas para a região, no contexto dos preparativos para a Cúpula da Amazônia – IV Reunião de Presidentes dos Estados Partes no Tratado de Cooperação Amazônica (Belém 8 e 9 de agosto).