Infâncias nas Amazônias

O que as crianças das famílias ribeirinhas deslocadas das proximidades do Rio Xingu para dar lugar à Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA) têm em comum com as crianças do povo Wapichana, que seguem a vida em sua aldeia do nordeste de Roraima? Quase nada, exceto por serem todas elas “filhas” da Floresta Amazônica e estarem herdando uma crise ambiental para a qual não contribuíram.
A ciência a serviço da Amazônia

Ciência para a Amazônia. Esse foi o tema do evento organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) do qual participei durante a Cúpula de Ciências da 78º Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (UNGA78). Ao longo de um dia e quatro painéis, convidados brasileiros discutiram tópicos como avanço tecnológico, política pública, financiamento, bioeconomia, conhecimento tradicional e biodiversidade.
Artigo: Educação por um mundo com Amazônias

Como seria o mundo sem a Amazônia? Seria um mundo mais quente e seco: somente no Brasil, a temperatura subiria 0,25° e haveria 25% menos chuvas, segundo uma estimativa feita em 2019 pelos pesquisadores brasileiros Adalberto Veríssimo, Tasso Azevedo e João Biehl, e o americano Stephen Pacala, um dos maiores especialistas mundiais em mudanças climáticas.
Maioria dos limites vitais da Terra se rompeu, diz estudo

Seis das nove fronteiras planetárias foram rompidas, o que aumenta o risco de mudanças abruptas em larga escala, algumas irreversíveis, como a perda de espécies. Isso não significa que alterações drásticas no funcionamento da Terra irão ocorrer da noite para o dia, mas que o planeta está agora “bem fora do espaço operacional seguro para a humanidade”, segundo estudo de 29 cientistas internacionais publicado ontem.
Amazônia Legal, 70 anos

O conceito de Amazônia Legal nasceu na antiga Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA), criada em janeiro 1953 por Getúlio Vargas, um ano antes de sua morte, com a finalidade de promover o desenvolvimento da agropecuária, a modernização do extrativismo e a integração da região à economia nacional. Regulamentada em outubro daquele ano com 4% do orçamento federal para investimentos, a iniciativa falhou. Entre outras razões, porque se dedicou mais a linhas de crédito para a borracha – em decadência após dois ciclos de apogeu comercial – e não investiu o suficiente em outros produtos e na infraestrutura social e viária da região. O órgão acabou extinto com o surgimento, em 1966, da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), sob a égide do governo militar e dos incentivos fiscais para desmatar, mas o mapa oficial de base para o planejamento no território amazônico permaneceu vivo.
Conferência em Belém: Futuro do mundo está ligado ao futuro da Amazônia

Após três dias de diálogos em Belém, a Conferência Internacional “Amazônia e Novas Economias” encerra com pedidos para que este não seja apenas mais um evento de debates sobre a região, mas que traga ações concretas para os problemas enfrentados sobretudo pelos amazônidas.
Segurança é caminho imprescindível para garantir sustentabilidade na Amazônia

Para a Amazônia pensar em desenvolvimento sustentável, não pode deixar de lado a qualidade de vida da população que ali mora. Por isso, superar os desafios de violência e criminalidade é fundamental, em especial com um olhar integrado que relaciona o tema com educação, saúde e geração de empregos, dentre outras variantes.
Ligando pontos na educação: por que abraçar a complexidade

Recente relatório de monitoramento do Plano Nacional de Educação (PNE) mostra a Amazônia Legal atrás do restante do Brasil, segundo uma série de indicadores. Considerando que, em 2024, o PNE trará o planejamento para os próximos 10 anos, o momento é de debater os caminhos para aprimorar a educação no contexto da Amazônia Legal. O que fazer para que a Amazônia deixe de figurar entre as piores posições no quesito educação? Esta foi uma das questões levantadas na plenária “Educação: Território de Encontros”, promovida pela rede Uma Concertação pela Amazônia, em 21 de agosto.
Projeto levará conteúdo sobre a Amazônia para escolas

Foi lançado nesta quinta-feira (17) o projeto Itinerários Amazônicos. A ideia do programa educacional é levar questões ambientais, sociais, culturais e econômicas da Amazônia Legal para alunos do ensino médio.
“Amazônia não é algo isolado, é 60% do território nacional”, aponta Roberto Waack | Conversas

No Conversas Com O Meio desta semana, Flávia Tavares recebe o biólogo e conselheiro ambiental Roberto Waack para tratar da Floresta Amazônica. Em meio às discussões na Cúpula da Amazônia, em Belém, Waack aponta que o Brasil precisa se voltar com mais afinco à proteção e, claro, ao desenvolvimento verde na Região Norte, de forma a expandi-la para o mundo.
Iniciativa ‘Uma Concertação pela Amazônia’ reúne os mais influentes nomes para articular o desenvolvimento sustentável da região

Todos devem se lembrar da tarde em que a cidade de São Paulo virou noite. Era agosto de 2019 e às 15 horas o céu subitamente escureceu, consequência direta das queimadas na floresta amazônica, cuja fumaça foi trazida pela ação dos ventos. Após esse acontecimento inédito, o conselho do Instituto Arapyaú, instituição filantrópica voltada a clima e meio ambiente, decidiu realizar um projeto específico para a região amazônica.
Brasil tem 1,7 milhão de indígenas e mais da metade deles vive na Amazônia Legal

A população indígena do país chegou a 1.693.535 pessoas em 2022, o que representa 0,83% do total de habitantes. Um pouco mais da metade (51,2%) estava concentrada na Amazônia Legal. Em 2010, quando foi realizado o Censo anterior, foram contados 896.917 indígenas no país. Isso equivale a um aumento de 88,82% em 12 anos, período em que esse contingente quase dobrou. O crescimento do total da população nesse mesmo período foi de 6,5%.
2 de cada 3 indígenas brasileiros vivem fora de terras demarcadas

A maior parte dos indígenas brasileiros vive fora de territórios demarcados, aponta dados do Censo 2022 divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta segunda-feira (7).
Segundo o levantamento, 1.071.469 indígenas estão nessas condições, o que equivale a 63,27% do total. Dentro dos territórios indígenas existem 622.066 pessoas, ou seja, 36,73%.
Como o mercado de créditos de carbono, o ‘tesouro verde’, pode transformar o Brasil

Um dos assuntos mais comentados da COP do Egito, em novembro passado, foi a criação da “Opep das florestas”. Esse foi o apelido dado às conversas iniciais entre Brasil, Congo e Indonésia, que abrigam 52% das matas tropicais do planeta. Assim como os exportadores de petróleo, os três países começaram um intercâmbio – no caso, para preservar aquilo que o Estadão chamou, em editorial, de “tesouro verde”.
O que está em jogo na cúpula que discute o futuro da Amazônia

Às vésperas da Cúpula da Amazônia, que ocorrerá em Belém entre 8 e 9 de agosto, líderes dos países amazônicos se preparam para discutir questões cruciais relacionadas ao desenvolvimento sustentável da região. Políticas públicas amazônicas e o fortalecimento da Organização do Tratado de Cooperação da Amazônia (OTCA) estarão em destaque.
Como Marina Silva quer frear desmate no Cerrado e por que isso importa tanto para o agronegócio?

Pressionado pela alta de 31% do desmatamento no Cerrado no 1º semestre, o governo federal prepara um pacote de ações para tentar reverter a curva ascendente da destruição no bioma. Na pauta, estão o embargo de áreas derrubadas ilegalmente por meio do alerta de satélites, o aperto da fiscalização, a integração das bases de dados dos Estado e o incentivo econômico a produtores em dia com o Cadastro Ambiental Rural. Desde os anos 1970, o Cerrado é uma área de fronteira agrícola.
Amazônia Legal concentra 32% dos quilombolas no Brasil, diz Censo

A Amazônia Legal concentra 32,11% dos quilombolas que existem no Brasil. É isso que aponta o Censo 2022, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta quinta-feira (27).
Constituição brasileira é traduzida pela 1ª vez para língua indígena

Trinta e cinco anos após promulgada, a Constituição brasileira foi traduzida pela primeira vez para uma língua indígena: o nheengatu. Patrocinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a nova versão da Carta Magna foi lançada nesta quarta-feira (19) no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), em uma cerimônia na maloca da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).
Preservação depende de inclusão social e produtiva

As florestas globais vivem um momento crucial nas decisões sobre clima, segurança alimentar e redução da pobreza, oscilando entre o papel de heroínas ou vilãs. Embora tenham potencial de fornecer 23% das soluções climáticas até 2030, com menor custo, essas áreas contribuem aceleradamente para o problema, devido ao desmatamento. Cobrindo um terço do planeta, elas abrigam 80% de sua biodiversidade terrestre. E quem depende dos recursos florestais para o sustento ganha menos de US$ 1,25 por dia, em média, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Painel da Floresta: plataforma disponibiliza dados sobre produtos da bioeconomia da Amazônia para nortear investimentos e políticas

Dados sobre a bioeconomia da Amazônia até existem, mas são díspares, dispersos e desconexos. Por isso, com o objetivo de integrá-los e ordená-los, a fim de orientar políticas públicas e nortear investimentos, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e a iniciativa Uma Concertação pela Amazônia, com o apoio financeiro do Fundo JBS pela Amazônia, criaram um painel de dados que reúne, organiza e integra informações sobre três das principais cadeias produtivas da floresta: açaí, cacau e babaçu.