Focos de queimadas na Amazônia têm alta de 49% em março de 2024

A Amazônia registrou alta de 49,26% nos focos de queimadas em março de 2024, em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados são do Monitoramento dos Focos Ativos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e foram atualizados até essa terça-feira (19/3).

Para ‘Amazônia extrema’, um plano de adaptação climática

Meses depois da seca histórica que transformou rios em bancos de areia e deixou isoladas mais de 600 mil pessoas somente no Estado do Amazonas, a Amazônia ainda se recupera dos estragos. A volta da chuva, o aumento do nível das águas e a melhora da navegabilidade fizeram a vida de boa parte das comunidades voltar quase à normalidade, mas muitas ainda enfrentam a insegurança alimentar, a falta de água potável e o desabastecimento de itens essenciais.

Por que o protagonismo indígena é fundamental para a bioeconomia

Nos últimos anos muito se tem pensado, falado e debatido sobre diferentes termos, conceitos e perspectivas em torno do manejo, manutenção e sustentabilidade da natureza ou do meio ambiente, ou ainda, da biodiversidade. Entre eles a bioeconomia, cuja discussão tem alcançado relevantes conferências e seminários nacionais e internacionais, incluindo produção científica conduzida por expoentes de diferentes correntes de pesquisa. Porém, percebemos uma distância entre o conhecimento dominante dito científico ocidental e o conhecimento indígena, resultando numa relação assimétrica que, em vez de complementar, se torna divergente.

O que definirá o sucesso da COP 30 e para as Amazônias?

Há uma grande expectativa sobre a Conferência do Clima que o Brasil sediará de forma inédita em sua História. Para a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), será também a primeira vez que uma cúpula se hospeda em um país com as características reunidas pelo Brasil: mega-bio-socio-diverso, potência agrícola e florestal, dono de uma matriz elétrica de baixo carbono, com uma sociedade civil organizada vibrante e detentor da maior floresta tropical do mundo.

A busca por uma nova (bio)economia

A pauta sobre a Amazônia se tornou internacional, mas nunca nos perguntaram o que realmente queremos. Nesses lugares [em que se discutem soluções possíveis para o futuro sustentável da região amazônica e do planeta] é difícil ter presença indígena. Por isso, essa mesa de debate sobre bioeconomia, com dois pesquisadores indígenas e mediada por outra indígena, significa um passo importante na direção de um processo de valorização dos nossos conhecimentos.

Brasil e Ucrânia devem se unir pela natureza

O crescente debate sobre mudanças climáticas está intrinsicamente ligado ao valor de ativos relacionados à natureza. A maré de liderança geopolítica do Brasil nos próximos 20 meses ― envolvendo G-20, Brics+ e Cop Clima 30 ― intensifica o foco sobre o tema. As relações entre clima, natureza, segurança alimentar, mineral e energética serão parte inexorável dos debates que se aproximam. Ao mesmo tempo, cresce a pressão pelo redesenho do sistema multilateral de cooperação internacional, claramente insuficiente para dar conta do mundo que se insinua ou até mesmo para negociar soluções para os atuais conflitos.

Por que o Brasil e o G20 precisam do G20 Social?

Foi antes mesmo do Brasil assumir o comando do G20, em dezembro de 2023, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação do G20 Social durante a 18ª cúpula do bloco, realizada em Nova Delhi, em setembro.

Uma viagem ao pedaço da Amazônia onde se fala japonês

“Olha a natureza. Aprende com a natureza.”

As frases, ditas pelo engenheiro florestal japonês Noboru Sakaguchi, apontavam a saída para a catástrofe que havia se abatido sobre seus conterrâneos em Tomé-Açu, no interior do Pará.

Dilemas da transição energética

Quanto maior a ambição da descarbonização, maior será a demanda de minérios para produção, distribuição e armazenamento de energia menos poluente. Do trade off entre transição energética e conservação, surgem questões, debatidas em encontro de Uma Concertação pela Amazônia. O quanto o Brasil está disposto a aumentar sua capacidade de produção mineral, impactando biomas e comunidades locais? E até que ponto o País deve ficar dependente de importações?

A história ignorada mais de um século depois

Nesta semana, “Amazonas – o maior rio do mundo”, um filme de 1918 que estava perdido há mais de cem anos, será exibido no Rio, depois de ter sido reencontrado no início do ano num arquivo na República Tcheca. Considerado o primeiro longa-metragem filmado na Amazônia, o filme dirigido por Silvino Santos foi roubado, segundo relato do próprio diretor em sua autobiografia, por um parceiro comercial, que negociava a venda internacional da obra.

Do caos à superação

A implementação de diferentes políticas públicas em governos dos últimos 50 anos não conseguiu resolver as disputas por terra na região, ao contrário. Para o professor titular da Universidade Federal do Pará e doutor em Ciência e Desenvolvimento Socioambiental, José Benatti, essas intervenções, desconectadas umas das outras, só agravaram a situação: “Dependendo da fonte, entre 50 milhões e 60 milhões de hectares de terra estão em disputa hoje na região”, afirma.