Trabalho por dívida: PF resgata garimpeiros em situação análoga à escravidão

A Polícia Federal levou quatro dias para conseguir retirar do meio da floresta 42 trabalhadores que estavam em situação análoga à escravidão em um garimpo ilegal na cidade de Maués, no sul do Amazonas. A operação de resgate terminou nesta quinta-feira. A PF utilizou um helicóptero, que precisou fazer três viagens para levá-los a abrigos em Itaituba e Jacareacanga, no sudoeste do Pará.

Projeto perfura subsolo da amazônia para estudar evolução do clima na floresta

Após oito meses no Acre, pesquisadores do Projeto de Perfuração Transamazônica (Trans-Amazon Drilling Project, ou TADP, na sigla em inglês) concluíram a primeira fase de um megaprograma científico internacional que tem o objetivo de estudar a origem e a evolução da amazônia e do clima da América do Sul tropical.

Propostas para um sistema nacional de rastreabilidade bovina

Três soluções desenvolvidas pelo setor da pecuária, juntamente com entes do governo, são complementares e sinérgicas. Uma delas pode ser implantada desde já, atendendo às crescentes exigências socioambientais do mercado importador. Ao contrário do senso comum, abraçar a inexorável tendência global por políticas de rastreabilidade de commodities coloca o Brasil em vantagem comparativa

Um oceano de oportunidades na transição energética

Desde 1970, apesar dos inúmeros problemas ambientais e sociais que causa, a média do consumo mundial de energia fóssil vem se mantendo no patamar de perto de 80%. Para substituir plenamente os combustíveis fósseis e reduzir de forma significativa os gases de efeito estufa (GEE), a poluição e as chuvas ácidas, necessita-se de fontes limpas que gerem no regime 24 horas por dia, 7 dias por semana. Porém, a energia eólica e a solar fotovoltaica são intermitentes. A disponibilidade delas depende, respectivamente, da ocorrência aleatória dos ventos e de luz solar abundante.

Brasil pode se tornar farol para o mundo na transição energética, diz Morgan Stanley

O chamado “nearshoring”, ou seja, a realocação de cadeias de suprimentos para perto de economias avançadas, não representa, necessariamente, uma oportunidade para o Brasil, avalia a vice-presidente do Morgan Stanley e coordenadora do Centro de Excelência ESG do banco americano, Melissa James, em entrevista ao Valor. Apesar de não estar entre os potenciais grandes beneficiados desse processo de mudança, “o país tem uma tremenda oportunidade de se tornar líder global na transição energética”, afirma.

Brasil e Japão lançam parceria em projetos sustentáveis na Amazônia e medidas contra aquecimento global

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, lançaram, nesta sexta-feira, uma parceria entre os dois países para meio ambiente, clima, desenvolvimento sustentável e economias resilientes. Kishida está no Brasil para uma visita de dois dias, que terminará no sábado, em São Paulo, em encontros com representantes da comunidade de nipo-descendentes e empresários japoneses e brasileiros.

Com mortes maternas e êxodo, mulheres são minoria nas terras indígenas

As terras indígenas no Brasil são povoadas por uma maioria de homens, que são mais numerosos em relação às mulheres nesses territórios até chegarem aos 75 anos. É um contraste em relação à população indígena em geral, que tem maioria feminina em 62% dos municípios onde estão presentes.

Homens são 7 em cada 10 nas populações indígenas que vivem nos territórios delimitados por lei, aponta IBGE

Se na população indígena como um todo a proporção entre homens e mulheres é semelhante à da população brasileira, o perfil é diferente quando se considera apenas aqueles que vivem em territórios oficialmente delimitados. Nessas áreas, existem sete homens a cada dez pessoas, ante quase cinco a cada dez na população brasileira. As informações são da pesquisa Censo 2022: Quilombolas e Indígenas, por sexo e idade, divulgada nesta sexta-feira (3) pelo IBGE.

Dos ciclos da borracha a uma nova economia da floresta em pé

Cultura emblemática da Amazônia, a borracha passou por diversos ciclos de desenvolvimento, tendo seu apogeu na virada do século XIX para o XX, quando gerou muita riqueza para cidades como Belém e Manaus. Com o passar das décadas, no entanto, perdeu mercado para a borracha importada de países asiáticos como Tailândia e Indonésia, atualmente os maiores produtores.