(Re)Conhecimento

Sistematizar e avançar o conhecimento existente sobre a Amazônia em suas diferentes temáticas e dimensões é uma premissa da Concertação, desde o seu início, a fim de atender o objetivo de fomentar caminhos e ações concretas de conservação e de desenvolvimento da região. Assim, desenvolvemos um repertório de saberes plurais, a partir de pesquisas, trocas e diálogos entre pessoas e organizações diversas que fazem parte da nossa rede.

Entendimento Amazônia

Base de conhecimento sistematizado sobre a região. O formato em espiral traduz a dinâmica e constante expansão dessa base.

Arte na Concertação

A presença da arte na Concertação mobiliza, emociona, aproxima e sensibiliza. Ela atualiza o imaginário amazônico, rompendo com estereótipos. Abrir espaços para as manifestações de artes e artistas já faz parte do jeito de ser e se expressar da própria Concertação, pois nos permite conectar o técnico e o sensível, mostrando que isso não somente é possível, mas necessário e urgente. Essas expressões artísticas humanizam e aterrissam as discussões no território. Cada encontro com artistas, cada ilustração de textos, cada música, cada vídeo abre portas (e janelas de respiro) para se olhar a Amazônia na sua complexidade.

Linha do tempo da arte
A narrativa da arte na Uma Concertação pela Amazônia
Setembro, 2021
Rakel Caminha

Rakel Caminha é uma artista manauara e suas criações falam sobre questões sociais, ecológicas e pertinentes ao universo feminino. Ela esteve conosco na plenária de abril e suas artes voltaram a compor a plenária de setembro.

Julho, 2021
Paula Sampaio

Nasceu em Belo Horizonte. Foi ainda menina para a Amazônia com sua família, e em 1982 escolheu viver e trabalhar em Belém (PA). Durante o curso de Comunicação Social (UFPa), descobriu a fotografia e optou pelo fotojornalismo para retratar o cotidiano de trabalhadores, em sua maioria migrantes, que vivem às margens dos grandes projetos de exploração e em estradas na Amazônia, principalmente nas rodovias Belém-Brasília e Transamazônica. Em seu percurso também recolhe sonhos e histórias de vida das pessoas com as quais se encontra nesses caminhos.

http://paulasampaio.com.br/bio/

 

Junho, 2021
Brus Rubio Pintor

Descendente dos povos originais Huitoto e Bora da Amazônia peruana. Sua arte busca retratar a conexão do homem com a natureza. Seu trabalho, de uma alegria cósmica, tem inspiração no seu imaginário, história e ancestralidade. Algumas de suas obras foram exibidas durante a 5ª plenária de Uma Concertação pela Amazônia.

https://www.brusrubio.com

 

Junho, 2021
Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha

Diretores e produtores do filme “A Queda do Céu”, uma obra inspirada livremente no livro homônimo do xamã Davi Kopenawa Yanomami e e do antropólogo francês Bruce Albert. O foco do longa, ainda em fase de edição, é a terceira parte do livro, em que o xamã toma o lugar do antropólogo e diz o que pensa sobre os não-indígenas e sua sociedade.

As falas captadas de Davi Kopenawa e Salomé Yanomami soam como diagnóstico, alerta e convite. Para que voltemos nossas atenções às doenças que são trazidas e são criadas a partir da relação predatória com a natureza e para um outro modo possível de proceder.

MAIO, 2021
Marcela Bonfim e a Amazônia Negra

Marcela atua como fotógrafa e artista visual em Porto Velho, Rondônia. Mulher negra, dedica-se ao projeto (Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta, no campo da antropologia visual, que versa sobre a constituição e memória da população negra brasileira na região amazônica. Explica que, antes de chegar a Rondônia, em 2010, seu imaginário sobre a Amazônia se restringia à “natureza selvagem, ao índio, ao nada”. No entanto, segundo ela, foi na Amazônia que iniciou um processo de tomada de consciência sobre a própria identidade.

 

ABRIL, 2021
Rakel Caminha

Rakel Caminha é uma artista manauara e suas criações falam sobre questões sociais, ecológicas e pertinentes ao universo feminino e é dela a arte da capa do single Hutukara, da banda amazonense Marambaya, que abriu a plenária na qual participou. Hutukara significa “a parte do céu da qual nasceu a terra” e exprime uma parte da cosmovisão dos povos da floresta. “Hutukara é como se fosse um corpo onde todo mundo vive, não existe o ‘fora’ – tudo é troca, e precisamos trocar com a natureza. Da mesma forma, a Amazônia é reflexo do que são as pessoas que vivem nela, as várias culturas interligadas, ao mesmo tempo que ela é global”, explica a artista.

 

Março, 2017
Gustavo Caboco

Artista Wapichana nascido em Curitiba, cresceu ouvindo as histórias da mãe sobre a família e a paisagem ancestral do lavrado roraimense. Em seu trabalho, reflete sobre os deslocamentos dos corpos indígenas, histórias de seu povo e na (re)conexão com territórios originários por meio da arte. Ao participar do debate da Concertação disse: “Que a Mãe Terra seja reconhecida e declarada como um sujeito de direitos, porque, para nós, a mudança climática nada mais é que um grito de socorro da Terra”.

 

“Eu posso ser o que você é sem deixar de ser quem eu sou”, frase criada no início da 1980 por um movimento estudantil indígena. As projeções do Festival #Tuaartenarua, de Belém, evocam a sobreposição de modos de vida que podem acontecer nos grupos sociais da Amazônia.

FEVEREIRO, 2021
Julie Dorrico

Doutoranda em Letras na PUCRS. Autora de “Eu sou macuxi e outras histórias” (publicado pela Editora Caos e Letras, em 2019). Administra a página @leiamulheresindigenas e o canal do YouTube “Literatura Indígena Contemporânea”. Se empenha em difundir a literatura de autoria indígena no Brasil, como pesquisadora e curadora. “Por meio da literatura indigena, a partir da própria enuncianção de alguns nomes, vamos conhecendo alguns povos e as outras línguas indígenas. A literatura também ajuda a conhecer os territórios”

 

 

DEZEMBRO, 2020
Eliakin Rufino

Natural de Boa Vista, Roraima, Eliakin Rufino é poeta, cantor, escritor, professor de filosofia, produtor cultural e jornalista. É um dos integrantes do movimento Roraimeira – expressão cultural amazônica considerada por cientistas sociais como um dos expoentes máximos na construção da identidade roraimense. Eliakin é um artista da palavra!

“Fala-se muito do lugar de fala. Eu, além de lugar de fala, eu tenho a fala do lugar. A Amazônia é minha casa, meu lar, minha origem, meus antepassados e ancestrais. Ainda não há uma escuta da Amazônia e continuamos vivemos essa tentativa de continuar a colonizá-la”

Novembro, 2020
Rui Machado

Pintor, compositor e poeta. Foi a primeira participação artística no espaço de diálogo da concertação.

Participar deste encontro é uma oportunidade de o Brasil descobrir o Brasil. Sou amazonense, nasci de mãe amazonense de descendência portuguesa, e pai português. Sou um apaoxinado pela Amazônia e sempre a pintei muito antes disso virar modismo.

Quando questionado em relação ao seu olhar sobre a Amazônia, a resposta é simples: “quem ama cuida”.

 

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