Bioeconomia indígena está ligada a território, diz estudo

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Bioeconomia é um conceito cada vez mais em disputa à medida que cresce o interesse internacional sobre o tema. Para os povos indígenas, que reivindicam serem ouvidos no debate, bioeconomia é a economia contida na terra. Não é produto, é processo, e é feita de conhecimento. Há uma evidente divisão entre os pensamentos indígena e o ocidental sobre o assunto.

Por que o Brasil e o G20 precisam do G20 Social?

Foi antes mesmo do Brasil assumir o comando do G20, em dezembro de 2023, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação do G20 Social durante a 18ª cúpula do bloco, realizada em Nova Delhi, em setembro.

Uma viagem ao pedaço da Amazônia onde se fala japonês

“Olha a natureza. Aprende com a natureza.”

As frases, ditas pelo engenheiro florestal japonês Noboru Sakaguchi, apontavam a saída para a catástrofe que havia se abatido sobre seus conterrâneos em Tomé-Açu, no interior do Pará.

Maioria dos limites vitais da Terra se rompeu, diz estudo

Seis das nove fronteiras planetárias foram rompidas, o que aumenta o risco de mudanças abruptas em larga escala, algumas irreversíveis, como a perda de espécies. Isso não significa que alterações drásticas no funcionamento da Terra irão ocorrer da noite para o dia, mas que o planeta está agora “bem fora do espaço operacional seguro para a humanidade”, segundo estudo de 29 cientistas internacionais publicado ontem.

Amazônia Legal, 70 anos

O conceito de Amazônia Legal nasceu na antiga Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA), criada em janeiro 1953 por Getúlio Vargas, um ano antes de sua morte, com a finalidade de promover o desenvolvimento da agropecuária, a modernização do extrativismo e a integração da região à economia nacional. Regulamentada em outubro daquele ano com 4% do orçamento federal para investimentos, a iniciativa falhou. Entre outras razões, porque se dedicou mais a linhas de crédito para a borracha – em decadência após dois ciclos de apogeu comercial – e não investiu o suficiente em outros produtos e na infraestrutura social e viária da região. O órgão acabou extinto com o surgimento, em 1966, da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), sob a égide do governo militar e dos incentivos fiscais para desmatar, mas o mapa oficial de base para o planejamento no território amazônico permaneceu vivo.

Segurança é caminho imprescindível para garantir sustentabilidade na Amazônia

Para a Amazônia pensar em desenvolvimento sustentável, não pode deixar de lado a qualidade de vida da população que ali mora. Por isso, superar os desafios de violência e criminalidade é fundamental, em especial com um olhar integrado que relaciona o tema com educação, saúde e geração de empregos, dentre outras variantes.

Ligando pontos na educação: por que abraçar a complexidade

Recente relatório de monitoramento do Plano Nacional de Educação (PNE) mostra a Amazônia Legal atrás do restante do Brasil, segundo uma série de indicadores. Considerando que, em 2024, o PNE trará o planejamento para os próximos 10 anos, o momento é de debater os caminhos para aprimorar a educação no contexto da Amazônia Legal. O que fazer para que a Amazônia deixe de figurar entre as piores posições no quesito educação? Esta foi uma das questões levantadas na plenária “Educação: Território de Encontros”, promovida pela rede Uma Concertação pela Amazônia, em 21 de agosto.

Iniciativa ‘Uma Concertação pela Amazônia’ reúne os mais influentes nomes para articular o desenvolvimento sustentável da região

Todos devem se lembrar da tarde em que a cidade de São Paulo virou noite. Era agosto de 2019 e às 15 horas o céu subitamente escureceu, consequência direta das queimadas na floresta amazônica, cuja fumaça foi trazida pela ação dos ventos. Após esse acontecimento inédito, o conselho do Instituto Arapyaú, instituição filantrópica voltada a clima e meio ambiente, decidiu realizar um projeto específico para a região amazônica.

Brasil tem 1,7 milhão de indígenas e mais da metade deles vive na Amazônia Legal

A população indígena do país chegou a 1.693.535 pessoas em 2022, o que representa 0,83% do total de habitantes. Um pouco mais da metade (51,2%) estava concentrada na Amazônia Legal. Em 2010, quando foi realizado o Censo anterior, foram contados 896.917 indígenas no país. Isso equivale a um aumento de 88,82% em 12 anos, período em que esse contingente quase dobrou. O crescimento do total da população nesse mesmo período foi de 6,5%.

2 de cada 3 indígenas brasileiros vivem fora de terras demarcadas

A maior parte dos indígenas brasileiros vive fora de territórios demarcados, aponta dados do Censo 2022 divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta segunda-feira (7).

Segundo o levantamento, 1.071.469 indígenas estão nessas condições, o que equivale a 63,27% do total. Dentro dos territórios indígenas existem 622.066 pessoas, ou seja, 36,73%.

Como o mercado de créditos de carbono, o ‘tesouro verde’, pode transformar o Brasil

Um dos assuntos mais comentados da COP do Egito, em novembro passado, foi a criação da “Opep das florestas”. Esse foi o apelido dado às conversas iniciais entre Brasil, Congo e Indonésia, que abrigam 52% das matas tropicais do planeta. Assim como os exportadores de petróleo, os três países começaram um intercâmbio – no caso, para preservar aquilo que o Estadão chamou, em editorial, de “tesouro verde”.

O que está em jogo na cúpula que discute o futuro da Amazônia

Às vésperas da Cúpula da Amazônia, que ocorrerá em Belém entre 8 e 9 de agosto, líderes dos países amazônicos se preparam para discutir questões cruciais relacionadas ao desenvolvimento sustentável da região. Políticas públicas amazônicas e o fortalecimento da Organização do Tratado de Cooperação da Amazônia (OTCA) estarão em destaque.

Como Marina Silva quer frear desmate no Cerrado e por que isso importa tanto para o agronegócio?

Pressionado pela alta de 31% do desmatamento no Cerrado no 1º semestre, o governo federal prepara um pacote de ações para tentar reverter a curva ascendente da destruição no bioma. Na pauta, estão o embargo de áreas derrubadas ilegalmente por meio do alerta de satélites, o aperto da fiscalização, a integração das bases de dados dos Estado e o incentivo econômico a produtores em dia com o Cadastro Ambiental Rural. Desde os anos 1970, o Cerrado é uma área de fronteira agrícola.