A obra de Victor Hugo trás um grito das periferias, as periferias gritam loucamente!

Em uma intensa releitura da “Balsa da Medusa”, de Théodore Géricault, 1818-1819, essa obra digital de técnica mista apresenta uma visão sintética da vida humana abandonada ao seu destino. Os sobreviventes que vagam pelo oceano sobre uma balsa aqui aparecem como moradores da periferia de Manaus, também abandonados.

A fotografia de uma área informal de Manaus, que compõe o plano de fundo, ressalta os desafios de ordenamento territorial e regularização fundiária presentes no território, e, potencializa essa releitura não somente por semelhanças visuais, mas também de contexto, um contexto de abandono e invisibilidade.