Eu não queria produzir uma obra que falasse de segurança partindo do viés da violência, algo sobre a segurança a partir do território, por isso a obra traz a questão da alimentação, do alimento. A alimentação é importante, se a gente não se alimenta, a gente não tem como estar vivo, independente dessa segurança territorial.

Essa Amazônia que a gente acha que é Amazônia mas que sai também um pouco para fora do Brasil, como mostra o mapa, precisa de várias seguranças, de um equilíbrio, como os personagens que flutuam na canoa relembrando os rios voadores. Rios cheios de fartura que, com a lua, comandam parte do ciclo da alimentação e também de alguns rituais.