Um trabalho de abstração da paisagem, e como um trabalho abstrato, não existem elementos literais, a conexão vem pelo fundo, pelas cores. 

O uso de tantos pigmentos metalizados que remetem ao ouro, à riqueza provocam um pensamento sobre o valor da floresta. Os minerais têm muito valor hoje, mas, num futuro, a floresta vale muito mais do que esses minerais. 

Os minerais funcionam muito bem como matéria de troca, mas eles não servem para sustentar a vida, servem para dar sustento neste caso à abstração artística, que tenta trazer o belo, o estético para questões desafiadoras do território através de um pensamento plástico. 

Uma obra que traz a trajetória entre cidades da vida da artista e uma forte influência do impacto ao retornar a sua terra natal, Manaus, suas exuberâncias, uma exuberância de floresta maltratada. Uma combinação de elementos, como as asas de insetos, que esteticamente chamam atenção pelos detalhes, delicadeza e fragilidade, mas representam ao mesmo tempo a resistência destes animais com armaduras e forças sobre-humanas, consideradas as devidas proporções.