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Rethinking Amazon e Uma Agenda pelo Desenvolvimento da Amazônia

10/29/2021 @ 11:00 - 12:30 -03

Uma Concertação pela Amazônia e Chatham House, em parceria com a Página 22, realizaram em 28 de outubro o webinar Rethinking Amazon e Uma Agenda pelo Desenvolvimento da Amazônia: uma conversa sobre duas propostas para o futuro da região.

O encontro foi mediado por Luana Maia, diretora de Operações & Planejamento Estratégico no Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e teve a participação de Roberto Waack, presidente do Conselho no Instituto Arapyaú, Ana Yang, diretora-executiva da Chatham House Sustainability Accelerator, Ana Toni, diretora-executiva no Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Joaquim Levy, diretor de Estratégia Econômica e Relações com Mercados no Banco Safra.

Os participantes detalharam os amplos processos de consultas que resultaram na elaboração dos dois estudos, as convergências dos conteúdos de ambos, assim como seus diferenciais.

Para Ana Yang, o que houve de específico no trabalho liderado pela Chatham House foi a inclusão de stakeholders internacionais. No caso da Concertação, Roberto Waack destacou a relevância dos diálogos também com representantes locais, que permitiu trazer um componente social muito importante ao documento, indo além de propostas puramente técnicas. Como resultado, chegou-se à caracterização de “quatro Amazônias”, cada qual com um grau diferente de alteração do ambiente original, embora reconhecendo que a caracterização de cenários diversos e contemporâneos representa um conceito conhecido, que enfatiza a diversidade da região.

Segundo Ana Toni, ambos os documentos acentuam a complexidade existente na região e avançam em direção ao desafio de se fazer, no Brasil, algo que em nenhum lugar do mundo foi feito: promover desenvolvimento com a floresta em pé. Joaquim Levy, por sua vez, pontuou que tendo essa diversidade e desafio em mente, não existem soluções pré-fabricadas. As soluções não são sobre “explorar a floresta”, mas sobre construir um modelo de desenvolvimento respeitando a experiência e conhecimento anteriores, e aproveitando a existência de uma grande disposição para investimentos mais sustentáveis por parte dos detentores de capital, seja humano, físico ou financeiro.

Questionados sobre a relação entre a Amazônia, o Brasil e o mundo, e a maneira como cada um dos estudos aborda esse aspecto, os palestrantes destacaram que a COP26 será palco do lançamento de uma declaração sobre florestas, o “Forest Deal”, que deverá incorporar diversos elementos abordados nos dois trabalhos: o papel dos indígenas, as cadeias produtivas, as finanças e o fim do desmatamento.

Há consenso entre as redes de ambas as instituições de que não existem soluções mágicas, mas um grande menu de ações necessárias a demandar stakeholders locais, nacionais e internacionais. O que falta é um apoio maior para a ciência: serão necessários novos conhecimentos e novas instituições, cujos contornos, com a necessária eficiência, somente poderão ser definidos com ajuda da ciência.

Ainda é possível alcançar a meta de contenção da elevação em 1,5°C de temperatura média no planeta neste século, mas todos os caminhos apontam para a necessidade de preservar as florestas e trabalhar não só com interlocutores de perfil nacional, mas também com stakeholders subnacionais.

Os dois trabalhos também são convergentes quanto à necessidade de ir além dos estudos e dar concretude às recomendações apresentadas, por exemplo, com o reforço de investimentos em C&T para a Amazônia, bioeconomia e infraestrutura digital; e com a cooperação e financiamento internacional para questões relacionadas à regularização fundiária, ao ordenamento territorial, à rastreabilidade dos produtos e à restauração florestal.

Confira o webinar completo no canal da Página 22 no YouTube.

Arte: Rakel Caminha

Detalhes

Data:
10/29/2021
Hora:
11:00 - 12:30 -03
Categoria de Evento:
Website:
http://pagina22.com.br/youtube
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Rethinking Amazon e Uma Agenda pelo Desenvolvimento da Amazônia

10/29/2021 @ 11:00 - 12:30 -03

Uma Concertação pela Amazônia e Chatham House, em parceria com a Página 22, realizaram em 28 de outubro o webinar Rethinking Amazon e Uma Agenda pelo Desenvolvimento da Amazônia: uma conversa sobre duas propostas para o futuro da região.

O encontro foi mediado por Luana Maia, diretora de Operações & Planejamento Estratégico no Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e teve a participação de Roberto Waack, presidente do Conselho no Instituto Arapyaú, Ana Yang, diretora-executiva da Chatham House Sustainability Accelerator, Ana Toni, diretora-executiva no Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Joaquim Levy, diretor de Estratégia Econômica e Relações com Mercados no Banco Safra.

Os participantes detalharam os amplos processos de consultas que resultaram na elaboração dos dois estudos, as convergências dos conteúdos de ambos, assim como seus diferenciais.

Para Ana Yang, o que houve de específico no trabalho liderado pela Chatham House foi a inclusão de stakeholders internacionais. No caso da Concertação, Roberto Waack destacou a relevância dos diálogos também com representantes locais, que permitiu trazer um componente social muito importante ao documento, indo além de propostas puramente técnicas. Como resultado, chegou-se à caracterização de “quatro Amazônias”, cada qual com um grau diferente de alteração do ambiente original, embora reconhecendo que a caracterização de cenários diversos e contemporâneos representa um conceito conhecido, que enfatiza a diversidade da região.

Segundo Ana Toni, ambos os documentos acentuam a complexidade existente na região e avançam em direção ao desafio de se fazer, no Brasil, algo que em nenhum lugar do mundo foi feito: promover desenvolvimento com a floresta em pé. Joaquim Levy, por sua vez, pontuou que tendo essa diversidade e desafio em mente, não existem soluções pré-fabricadas. As soluções não são sobre “explorar a floresta”, mas sobre construir um modelo de desenvolvimento respeitando a experiência e conhecimento anteriores, e aproveitando a existência de uma grande disposição para investimentos mais sustentáveis por parte dos detentores de capital, seja humano, físico ou financeiro.

Questionados sobre a relação entre a Amazônia, o Brasil e o mundo, e a maneira como cada um dos estudos aborda esse aspecto, os palestrantes destacaram que a COP26 será palco do lançamento de uma declaração sobre florestas, o “Forest Deal”, que deverá incorporar diversos elementos abordados nos dois trabalhos: o papel dos indígenas, as cadeias produtivas, as finanças e o fim do desmatamento.

Há consenso entre as redes de ambas as instituições de que não existem soluções mágicas, mas um grande menu de ações necessárias a demandar stakeholders locais, nacionais e internacionais. O que falta é um apoio maior para a ciência: serão necessários novos conhecimentos e novas instituições, cujos contornos, com a necessária eficiência, somente poderão ser definidos com ajuda da ciência.

Ainda é possível alcançar a meta de contenção da elevação em 1,5°C de temperatura média no planeta neste século, mas todos os caminhos apontam para a necessidade de preservar as florestas e trabalhar não só com interlocutores de perfil nacional, mas também com stakeholders subnacionais.

Os dois trabalhos também são convergentes quanto à necessidade de ir além dos estudos e dar concretude às recomendações apresentadas, por exemplo, com o reforço de investimentos em C&T para a Amazônia, bioeconomia e infraestrutura digital; e com a cooperação e financiamento internacional para questões relacionadas à regularização fundiária, ao ordenamento territorial, à rastreabilidade dos produtos e à restauração florestal.

Confira o webinar completo no canal da Página 22 no YouTube.

Arte: Rakel Caminha

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Data:
10/29/2021
Hora:
11:00 - 12:30 -03
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