Não existem avanços do Acordo de Paris sem a Amazônia

1.5°C começa com a Amazônia

O senso de urgência nunca esteve tão forte. Conversas preparatórias buscam fazer com que as Partes do Acordo de Paris ampliem sua ambição em termos de mitigação.

Não existem avanços do Acordo de Paris sem a Amazônia. Não há possibilidade de um mundo de baixo carbono sem a Amazônia. 1.5°C começa com a Amazônia!

É imperativo assegurar a neutralidade climática global até a metade do século e manter a meta de 1.5°C dentro do alcance

O objetivo principal da presidência da COP26 é assegurar a neutralidade climática global (global net zero) até a metade do século, mantendo a meta de 1.5°C dentro do alcance.

A floresta amazônica é parte essencial nesse esforço, pois é o berço da maior bacia hidrográfica do mundo e tem papel central no combate às mudanças climáticas, garantindo chuvas para a maior parte da América do Sul.

Conter a elevação da temperatura global abaixo de 1.5°C é uma meta factível e respaldada pela ciência

De acordo com o IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change, não há qualquer dúvida de que o aquecimento global é resultado da ação humana. Mantidas as atuais condições, o mundo ultrapassará a meta de 1.5°C já na próxima década. Isso não significa que tal objetivo esteja comprometido.

Os impactos da crise climática já podem ser vistos em todo o mundo e se não agirmos agora, continuaremos a ver seus piores efeitos em vidas, meios de subsistência e habitats naturais. Um esforço global para redução das emissões ainda permitirá o alcance dessa meta ao final do século.

Conter a elevação da temperatura média global em no máximo 1.5°C requer redução de 45% das emissões até 2030 em relação aos níveis de 2010 e um declínio consistente até atingir o valor líquido zero em torno de 2050. São metas ambiciosas, mas ao nosso alcance.

Zerar o desmatamento é o compromisso mínimo que podemos oferecer

Já não basta realizar a transição energética para fontes limpas e renováveis, é preciso ir além, removendo carbono da atmosfera. Para tanto, cresce a importância das soluções climáticas baseadas na natureza, compreendendo tanto ações de conservação quanto de regeneração de ecossistemas e florestas.

Na Amazônia, precisamos chegar ao desmatamento zero até 2030 e estabelecer um novo contrato social ancorado nas soluções baseadas na natureza. A floresta é muito mais preciosa e necessária de pé e o Brasil pode ser uma potência agrícola sem precisar destruí-la. Precisamos apostar em soluções no âmbito da bioeconomia e desenvolver tecnologias que viabilizem cadeias de valor que preservem a floresta.

Claramente, não se trata apenas de cumprir as metas do acordo de Paris sobre mudanças climáticas, mas de salvaguardar o bem-estar das próximas gerações, e reinserir nosso país na geopolítica e na economia global.

Há uma forte convergência entre as agendas de clima e de biodiversidade

O Brasil é o lugar em que mais se produz vida na Terra. A Amazônia responde por 59% desta riqueza natural, abrigando 60% das florestas tropicais do planeta, 20% da água fresca e cerca de 10% da biodiversidade. A maioria dela continua desconhecida, tanto para os brasileiros quanto para a comunidade científica global em busca de soluções para os desafios do século 21.

Dado o extraordinário potencial de riqueza e crescimento econômico que a preservação da biodiversidade da floresta oferece, a melhor maneira de proteger esse recurso é estimular o surgimento de uma economia verde, que contemple a inclusão das populações originárias e os centros urbanos da Amazônia.

Protegê-la, e aos povos que a defendem, é o que nos protege de um colapso ecológico com impactos planetários; a Amazônia é o nosso seguro de vida mais confiável e mais econômico. É um ‘hedge ecológico’ do Brasil e do Mundo.

ACESSE O MATERIAL ELABORADO PELA CONCERTAÇÃO NA COP26

Tema de debates na COP 26, Amazônia é chave para cumprimento das metas climáticas globais

Iniciativa Uma Concertação pela Amazônia apresentará a agenda pelo desenvolvimento da Amazônia na Conferência do Clima, que começa no dia 31 de outubro, em Glasgow, na Escócia.

Sociedade civil leva as várias Amazônias para a COP 26

Dois documentos, elaborados pelas iniciativas Uma Concertação pela Amazônia e Chatham House, apresentam a importância de abordar o desenvolvimento sustentável da região a partir de suas multiplicidades e singularidades.

Declaração para Florestas permite criar uma economia florestal forte

Para a iniciativa Uma Concertação pela Amazônia, compromisso firmado por governos e empresas para deter e reverter desmatamento traz o reconhecimento da importância das florestas e da agricultura sustentável para a geopolítica e o desenvolvimento econômico mundial.

Empresas globais prometem acabar com desmatamento nas cadeias de valor de commodities

Para a iniciativa Uma Concertação pela Amazônia, promover a rastreabilidade será essencial para que as empresas possam cumprir esse compromisso.

Povos indígenas ocupam a COP 26 de forma inédita e reforçam que compromissos firmados precisam se transformar em ação

A grande presença de representantes de povos indígenas tem sido destaque nesta primeira semana da Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas, a COP 26.

Balanço da COP 26: Participação da sociedade civil brasileira é destaque na primeira semana

Em análise sobre os primeiros dias da Conferência do Clima, iniciativa Uma Concertação pela Amazônia ressalta, ainda, a centralidade que as florestas ganharam no debate climático e os pontos da negociação oficial que precisarão ser resolvidos para garantir o sucesso do evento.