Bioeconomia indígena está ligada a território, diz estudo

Logo Valor Econômico

Bioeconomia é um conceito cada vez mais em disputa à medida que cresce o interesse internacional sobre o tema. Para os povos indígenas, que reivindicam serem ouvidos no debate, bioeconomia é a economia contida na terra. Não é produto, é processo, e é feita de conhecimento. Há uma evidente divisão entre os pensamentos indígena e o ocidental sobre o assunto.

Por que o Brasil e o G20 precisam do G20 Social?

Foi antes mesmo do Brasil assumir o comando do G20, em dezembro de 2023, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação do G20 Social durante a 18ª cúpula do bloco, realizada em Nova Delhi, em setembro.

Uma viagem ao pedaço da Amazônia onde se fala japonês

“Olha a natureza. Aprende com a natureza.”

As frases, ditas pelo engenheiro florestal japonês Noboru Sakaguchi, apontavam a saída para a catástrofe que havia se abatido sobre seus conterrâneos em Tomé-Açu, no interior do Pará.

Dilemas da transição energética

Quanto maior a ambição da descarbonização, maior será a demanda de minérios para produção, distribuição e armazenamento de energia menos poluente. Do trade off entre transição energética e conservação, surgem questões, debatidas em encontro de Uma Concertação pela Amazônia. O quanto o Brasil está disposto a aumentar sua capacidade de produção mineral, impactando biomas e comunidades locais? E até que ponto o País deve ficar dependente de importações?

A história ignorada mais de um século depois

Nesta semana, “Amazonas – o maior rio do mundo”, um filme de 1918 que estava perdido há mais de cem anos, será exibido no Rio, depois de ter sido reencontrado no início do ano num arquivo na República Tcheca. Considerado o primeiro longa-metragem filmado na Amazônia, o filme dirigido por Silvino Santos foi roubado, segundo relato do próprio diretor em sua autobiografia, por um parceiro comercial, que negociava a venda internacional da obra.

Do caos à superação

A implementação de diferentes políticas públicas em governos dos últimos 50 anos não conseguiu resolver as disputas por terra na região, ao contrário. Para o professor titular da Universidade Federal do Pará e doutor em Ciência e Desenvolvimento Socioambiental, José Benatti, essas intervenções, desconectadas umas das outras, só agravaram a situação: “Dependendo da fonte, entre 50 milhões e 60 milhões de hectares de terra estão em disputa hoje na região”, afirma.

Infâncias nas Amazônias

O que as crianças das famílias ribeirinhas deslocadas das proximidades do Rio Xingu para dar lugar à Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA) têm em comum com as crianças do povo Wapichana, que seguem a vida em sua aldeia do nordeste de Roraima?  Quase nada, exceto por serem todas elas “filhas” da Floresta Amazônica e estarem herdando uma crise ambiental para a qual não contribuíram.

A ciência a serviço da Amazônia

Ciência para a Amazônia. Esse foi o tema do evento organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) do qual participei durante a Cúpula de Ciências da 78º Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (UNGA78). Ao longo de um dia e quatro painéis, convidados brasileiros discutiram tópicos como avanço tecnológico, política pública, financiamento, bioeconomia, conhecimento tradicional e biodiversidade.

Artigo: Educação por um mundo com Amazônias

Como seria o mundo sem a Amazônia? Seria um mundo mais quente e seco: somente no Brasil, a temperatura subiria 0,25° e haveria 25% menos chuvas, segundo uma estimativa feita em 2019 pelos pesquisadores brasileiros Adalberto Veríssimo, Tasso Azevedo e João Biehl, e o americano Stephen Pacala, um dos maiores especialistas mundiais em mudanças climáticas.

Maioria dos limites vitais da Terra se rompeu, diz estudo

Seis das nove fronteiras planetárias foram rompidas, o que aumenta o risco de mudanças abruptas em larga escala, algumas irreversíveis, como a perda de espécies. Isso não significa que alterações drásticas no funcionamento da Terra irão ocorrer da noite para o dia, mas que o planeta está agora “bem fora do espaço operacional seguro para a humanidade”, segundo estudo de 29 cientistas internacionais publicado ontem.

Amazônia Legal, 70 anos

O conceito de Amazônia Legal nasceu na antiga Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA), criada em janeiro 1953 por Getúlio Vargas, um ano antes de sua morte, com a finalidade de promover o desenvolvimento da agropecuária, a modernização do extrativismo e a integração da região à economia nacional. Regulamentada em outubro daquele ano com 4% do orçamento federal para investimentos, a iniciativa falhou. Entre outras razões, porque se dedicou mais a linhas de crédito para a borracha – em decadência após dois ciclos de apogeu comercial – e não investiu o suficiente em outros produtos e na infraestrutura social e viária da região. O órgão acabou extinto com o surgimento, em 1966, da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), sob a égide do governo militar e dos incentivos fiscais para desmatar, mas o mapa oficial de base para o planejamento no território amazônico permaneceu vivo.

Segurança é caminho imprescindível para garantir sustentabilidade na Amazônia

Para a Amazônia pensar em desenvolvimento sustentável, não pode deixar de lado a qualidade de vida da população que ali mora. Por isso, superar os desafios de violência e criminalidade é fundamental, em especial com um olhar integrado que relaciona o tema com educação, saúde e geração de empregos, dentre outras variantes.

Ligando pontos na educação: por que abraçar a complexidade

Recente relatório de monitoramento do Plano Nacional de Educação (PNE) mostra a Amazônia Legal atrás do restante do Brasil, segundo uma série de indicadores. Considerando que, em 2024, o PNE trará o planejamento para os próximos 10 anos, o momento é de debater os caminhos para aprimorar a educação no contexto da Amazônia Legal. O que fazer para que a Amazônia deixe de figurar entre as piores posições no quesito educação? Esta foi uma das questões levantadas na plenária “Educação: Território de Encontros”, promovida pela rede Uma Concertação pela Amazônia, em 21 de agosto.