Relatório anual mostra consolidação da Concertação como espaço de articulação e construção de soluções para as Amazônias
O ano de 2025 marcou uma nova etapa para a Uma Concertação pela Amazônia. Enquanto celebrava cinco anos de atuação, a rede participou da COP30 em Belém, concluiu seu processo de institucionalização e ampliou sua presença em agendas estratégicas para a região. Os principais marcos desse percurso estão reunidos no Relatório Anual 2025, que apresenta iniciativas, avanços e aprendizados relacionados ao desenvolvimento sustentável das Amazônias.
No último ano, a rede fortaleceu sua atuação em temas como bioeconomia, sistemas agroalimentares, saúde, educação, cultura, regularização fundiária, clima e segurança pública, promovendo diálogos e propostas que reconhecem as conexões entre ambiente, sociedade, economia, modos de vida e governança.
“Ao completar cinco anos, a Concertação entra em uma nova etapa. Seguimos fortalecendo uma rede plural capaz de conectar diferentes setores, conhecimentos e territórios para qualificar o debate sobre as Amazônias. Este relatório mostra o que realizamos até aqui, mas também aponta para os caminhos que queremos ajudar a construir coletivamente nos próximos anos”, afirmam as secretárias executivas Fernanda Rennó e Joanna Martins.
Entre os destaques do ano está a expansão das iniciativas estruturantes da Concertação. O programa Itinerários Amazônicos alcançou mais de 20 mil educadores, registrou mais de 14 mil downloads de materiais pedagógicos e distribuiu 5.300 kits do jogo Dixit Amazônias para escolas públicas. Já o Atlas Cultural das Amazônias ultrapassou a marca de 500 artistas cadastrados, ampliando a circulação de narrativas e expressões culturais produzidas nos territórios amazônicos.
A agenda de saúde e clima também avançou com a criação da Rede Saúde e Clima Brasil, da qual a Concertação é cofundadora, e com o primeiro aporte para a iniciativa Floresta em Pé e Saúde na Amazônia, que busca integrar saúde, clima e especificidades territoriais na região.
A atuação institucional da rede ganhou projeção em eventos nacionais e internacionais de debate sobre a importância da Amazônia em setores como financiamento climático, bioeconomia, desenvolvimento territorial e cultura, fortalecendo sua posição como espaço de convergência entre diferentes setores da sociedade.
O relatório também registra a crescente capacidade da rede de produzir e disseminar conhecimento a partir de diferentes perspectivas. Ao longo do ano, foram realizados plenárias virtuais, encontros presenciais, webinários (disponíveis no YouTube) e publicações voltadas a desafios e possibilidades das Amazônias, reunindo especialistas, lideranças territoriais, representantes do poder público, setor privado e organizações da sociedade civil.
Os resultados se refletiram ainda no alcance da comunicação institucional. Em 2025, o site da Concertação registrou mais de 215 mil visualizações, 61 mil usuários e quase 11 mil downloads de publicações. Além disso, a presença da rede na imprensa cresceu 70% em relação ao ano anterior.
O lançamento do Relatório Anual ocorre durante uma nova etapa da trajetória da Concertação. Em 2026, a rede mobiliza participantes e parceiros na construção da Rota 26–30, processo que busca identificar prioridades para orientar políticas públicas, investimentos e decisões estratégicas em 5 eixos temáticos para as Amazônias nos próximos anos.
A publicação registra o percurso de uma rede que articula diferentes setores, conhecimentos e territórios para contribuir com a construção de agendas capazes de conectar conservação, desenvolvimento e qualidade de vida nas Amazônias.
Sobre Uma Concertação pela Amazônia
Uma Concertação pela Amazônia é uma rede com mais de 3000 pessoas e instituições dedicada a qualificar o debate em torno de soluções para conservação e desenvolvimento sustentável das Amazônias, com impacto na agenda socioeconômica do país e no bem-estar planetário. Mais do que um espaço de diálogo e de sistematização de conhecimento que valoriza a diversidade e o conhecimento tradicional e científico, a rede elabora estudos, desenvolve iniciativas estruturantes, articula e encaminha demandas do território para construção coletiva de políticas públicas em parceria com governos.