Exposição
Ciclos Para o Amanhã

Em maio e junho, nossa identidade visual tem como inspiração a exposição “Ciclos Para o Amanhã”, criada em formato híbrido para ficar em cartaz simultaneamente na Manart Galeria (Manaus) e no site da Concertação.

 

Com curadoria de Hadna Abreu e Anna Lôyde Abreu, a mostra exibe a visão de 16 artistas da Amazônia que se dedicam e lutam pelo chão que habitam: Skarlati Kemblin, Rakel Caminha, Thaís Kokama, Otoni Mesquita, Gisele Alfaia, MIA, Buy Chaves, Rui Machado, Chermie Ferreira, Francimar Barbosa, Raiz, Alonso Jr., a dupla Curumiz, Turenko Beça e Antônio II.

 

Cada obra expressa um momento e uma perspectiva de Amazônia vivida e sentida, revelando a diversidade desta mãe-floresta que ora é delicada e frágil, mas em outros momentos, furiosa e cheia de fartura. Confira!

Chermie Ferreira
maio, 2022

Obra: Pa’rana Kua’raci ( O rio e o céu)
Técnica: Lambe-lambe | pintura digital
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2021

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Chermie Ferreira
Rui Machado
maio, 2022

Obra: Amazônia, Arte&Fato
Técnica: Lambe-lambe | Pintura acrílica s/ tela
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2019

Rui Machado
Otoni Mesquita
maio, 2022

Obra: Piracema Amazônica. Terra, água e ar.
Técnica: Lambe-lambe de pintura s/ tecido
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2012 a 2018

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Otoni Mesquita
MIA
maio, 2022

Obra: SAM AWIÁ
Técnica: Lambe-lambe |acrílica e spray s/ tela
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano 2022

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MIA
Gisele Alfaia
maio, 2022

Obra: Cortina de Chuva
Técnica: Lambe-lambe | Fotografia
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2016

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Gisele Alfaia
Buy Chaves
maio, 2022

Obra: Memórias de um peixe
Técnica: Lambe-lambe
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm

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Buy Chaves
Alonso Jr.
maio, 2022

Obra: Sem título.
Técnica: Lambe-lambe | Fotografia
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2020

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Alonso Jr.
Antônio II
maio, 2022

Obra: Tapiri
Técnica: Lambe-lambe | croqui em grafite sobre arte book
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2022

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Antônio II
Thaís Kokama
maio, 2022

Obra: Cardume de Peixes
Registro Fotográfico: Samara Souza
Técnica: Lambe-Lambe | Pintura no Corpo
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2022

Thaís Kokama
Skarlati Kemblin
maio, 2022

Obra: Os passos que eu dou, quando você não me vê
Técnica: Lambe-lambe | Mista
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2022

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Skarlati Kemblin
Francimar Barbosa
maio, 2022

Obra: Tarrafeando
Técnica: Lambe-lambe | acrílico e pastel s/ tela
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2021

Francimar Barbosa
Turenko Beça
maio, 2022

Obra:
Técnica: Lambe-lambe | Gravura em Linóleo
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2019

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Turenko Beça
Raiz Campos
maio, 2022

Obra: Terra Sagrada
Registro: Raiz Campos
Técnica: Lambe-lambe | Grafitti
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2020

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Raiz Campos
Curumiz - Alziney e Kemerson
maio, 2022

Obra: Obra Yeda
Técnica: Lambe-lambe | Pintura Digital
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2021

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Curumiz - Alziney e Kemerson
Rakel Caminha
maio, 2022

Obra: Protetor Xapiri - Cobra
Técnica: Lambe-lambe | Colagem digital
Dimensão: 59.4cm x 84,1cm
Ano: 2021

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Rakel Caminha

MAPA DA ARTE

LINHA DO TEMPO

ANTÔNIO II
abril 2022

Com apenas 12 anos, o amazonense Antônio II já é considerado um grande artista. Começou a pintar aos quatro anos, quando conheceu o universo do Festival de Parintins e descobriu seu dom para desenhar. O garoto tem na natureza uma de suas principais inspirações. Segundo ele, suas influências advêm da “natureza, a relação do homem com a Amazônia, questões sociais, a Semana de Arte Moderna de 22, movimentos musicais, como o tropicalismo e outros músicos, cantores e compositores”. Utilizando giz de cera, tinta acrílica, óleo e lápis de cor em suas criações, Antônio é o artista que inspira a identidade visual das redes da Concertação em abril e maio.

RAIZ CAMPOS
fevereiro 2022

“Meu nome é Rai, sou conhecido na cena artística como Raiz, sou um sonhador, mas sou um grafiteiro também, utilizo dessa técnica para expressar minhas ideias”. É assim que se apresenta Raiz Campos, o artista que inspira a identidade visual da Concertação em fevereiro. Nascido na Bahia, Rai Campos Lucena mudou-se com o pai aos três meses de vida para a Vila Pitinga, na Reserva Waimiri Atroari, interior do Amazonas. Decidiu que seria artista ao ver uma revista com grafites e nunca mais parou. Seu trabalho já circulou por diversas cidades brasileiras, sobretudo Manaus, onde estuda artes visuais na Universidade Federal do Amazonas. Sua obra é totalmente inspirada na Amazônia, fonte de inspiração infinita.

ELIAKIN RUFINO
dezembro 2021

Natural de Boa Vista, Roraima, Eliakin Rufino é poeta, cantor, escritor, professor de filosofia, produtor cultural e jornalista. É um dos integrantes do movimento Roraimeira – expressão cultural amazônica considerada por cientistas sociais como um dos expoentes máximos na construção da identidade roraimense. Eliakin é um artista da palavra!


“Fala-se muito do lugar de fala. Eu, além de lugar de fala, eu tenho a fala do lugar. A Amazônia é minha casa, meu lar, minha origem, meus antepassados e ancestrais. Ainda não há uma escuta da Amazônia e continuamos vivemos essa tentativa de continuar a colonizá-la”

DENILSON BANIWA
dezembro 2021

Em dezembro, a identidade visual da Concertação se baseou na série Ficções Coloniais (ou finjam que não estou aqui), do artista-jaguar Denilson Baniwa, da nação Baniwa. Natural do Rio Negro, interior do Amazonas, Denilson expressa em seus trabalhos a vivência enquanto Ser indígena do tempo presente, mesclando referências tradicionais e contemporâneas indígenas e se apropriando de ícones ocidentais para comunicar o pensamento e a luta dos povos originários em diversos suportes e linguagens, como canvas, instalações, meios digitais e performances.

CHERMIE FERREIRA, KAMBÔ, PAULA SAMPAIO, RAKEL CAMINHA E RUI MACHADO
outubro 2021

Cinco artistas contribuíram para compor a identidade visual da Concertação em outubro e novembro: CHERMIE FERREIRA, artista plástica descendente do povo Kokama, que busca incorporar sua origem indígena aos seus trabalhos; KAMBÔ, artista visual que mistura cultura tradicional com tecnologia e apresenta em seu trabalho uma imersão pelas diferentes regiões amazônicas; PAULA SAMPAIO, fotojornalista idealizadora do Rotas que retrata este corpo amazônico, com olhar sensível sobre o cotidiano dos trabalhadores que vivem às margens dos grandes projetos de exploração e das estradas da Amazônia; RAKEL CAMINHA, artista cujas criações falam sobre questões sociais, ecológicas e pertinentes ao universo feminino na Amazônia; e RUI MACHADO, pintor, compositor e poeta, que vê na Concertação uma oportunidade do Brasil descobrir o Brasil.

RAKEL CAMINHA
setembro 2021

Rakel Caminha é uma artista manauara e suas criações falam sobre questões sociais, ecológicas e pertinentes ao universo feminino. Ela esteve conosco na plenária de abril e suas artes voltaram a compor a plenária de setembro.

PAULA SAMPAIO
julho 2021

Nasceu em Belo Horizonte. Foi ainda menina para a Amazônia com sua família, e em 1982 escolheu viver e trabalhar em Belém (PA). Durante o curso de Comunicação Social (UFPa), descobriu a fotografia e optou pelo fotojornalismo para retratar o cotidiano de trabalhadores, em sua maioria migrantes, que vivem às margens dos grandes projetos de exploração e em estradas na Amazônia, principalmente nas rodovias Belém-Brasília e Transamazônica. Em seu percurso também recolhe sonhos e histórias de vida das pessoas com as quais se encontra nesses caminhos.

ERYK ROCHA E GABRIELA CARNEIRO DA CUNHA
junho 2021

Diretores e produtores do filme “A Queda do Céu”, uma obra inspirada livremente no livro homônimo do xamã Davi Kopenawa Yanomami e e do antropólogo francês Bruce Albert. O foco do longa, ainda em fase de edição, é a terceira parte do livro, em que o xamã toma o lugar do antropólogo e diz o que pensa sobre os não-indígenas e sua sociedade. 

As falas captadas de Davi Kopenawa e Salomé Yanomami soam como diagnóstico, alerta e convite. Para que voltemos nossas atenções às doenças que são trazidas e são criadas a partir da relação predatória com a natureza e para um outro modo possível de proceder.

BRUS RUBIO
junho 2021

Descendente dos povos originais Huitoto e Bora da Amazônia peruana. Sua arte busca retratar a conexão do homem com a natureza. Seu trabalho, de uma alegria cósmica, tem inspiração no seu imaginário, história e ancestralidade. Algumas de suas obras foram exibidas durante a 5ª plenária de Uma Concertação pela Amazônia.

MARCELA BONFIM E A AMAZÔNIA NEGRA
maio 2021

Marcela atua como fotógrafa e artista visual em Porto Velho, Rondônia. Mulher negra, dedica-se ao projeto (Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta, no campo da antropologia visual, que versa sobre a constituição e memória da população negra brasileira na região amazônica. Explica que, antes de chegar a Rondônia, em 2010, seu imaginário sobre a Amazônia se restringia à “natureza selvagem, ao índio, ao nada”. No entanto, segundo ela, foi na Amazônia que iniciou um processo de tomada de consciência sobre a própria identidade.

RAKEL CAMINHA
abril 2021

Rakel Caminha é uma artista manauara e suas criações falam sobre questões sociais, ecológicas e pertinentes ao universo feminino e é dela a arte da capa do single Hutukara, da banda amazonense Marambaya, que abriu a plenária na qual participou. Hutukara significa “a parte do céu da qual nasceu a terra” e exprime uma parte da cosmovisão dos povos da floresta. “Hutukara é como se fosse um corpo onde todo mundo vive, não existe o ‘fora’ – tudo é troca, e precisamos trocar com a natureza. Da mesma forma, a Amazônia é reflexo do que são as pessoas que vivem nela, as várias culturas interligadas, ao mesmo tempo que ela é global”, explica a artista.

GUSTAVO CABOCO
março 2021

Artista Wapichana nascido em Curitiba, cresceu ouvindo as histórias da mãe sobre a família e a paisagem ancestral do lavrado roraimense. Em seu trabalho, reflete sobre os deslocamentos dos corpos indígenas, histórias de seu povo e na (re)conexão com territórios originários por meio da arte. Ao participar do debate da Concertação disse: “Que a Mãe Terra seja reconhecida e declarada como um sujeito de direitos, porque, para nós, a mudança climática nada mais é que um grito de socorro da Terra”.


“Eu posso ser o que você é sem deixar de ser quem eu sou”, frase criada no início da 1980 por um movimento estudantil indígena. As projeções do Festival #Tuaartenarua, de Belém, evocam a sobreposição de modos de vida que podem acontecer nos grupos sociais da Amazônia.

JULIE DORRICO
fevereiro 2021

Doutoranda em Letras na PUCRS. Autora de “Eu sou macuxi e outras histórias” (publicado pela Editora Caos e Letras, em 2019). Administra a página @leiamulheresindigenas e o canal do YouTube “Literatura Indígena Contemporânea”. Se empenha em difundir a literatura de autoria indígena no Brasil, como pesquisadora e curadora. “Por meio da literatura indigena, a partir da própria enuncianção de alguns nomes, vamos conhecendo alguns povos e as outras línguas indígenas. A literatura também ajuda a conhecer os territórios”

RUI MACHADO
novembro 2020

Pintor, compositor e poeta. Foi a primeira participação artística no espaço de diálogo da concertação.

Participar deste encontro é uma oportunidade de o Brasil descobrir o Brasil. Sou amazonense, nasci de mãe amazonense de descendência portuguesa, e pai português. Sou um apaoxinado pela Amazônia e sempre a pintei muito antes disso virar modismo.

Quando questionado em relação ao seu olhar sobre a Amazônia, a resposta é simples: “quem ama cuida”.