Uma sobreposição de tempos, espaços e pessoas.
O rio, a cidade, os barcos, a internet, a rua, um mercadinho com óleo na prateleira, farinha, coisas que remetem à minha infância, de quando minha mãe me mandava comprar comida na bodega, e, tudo aquilo para mim era um aprendizado, era educação no seu sentido mais amplo. O troco, o passar o troco, conhecer o caminho, essa relação com o território que se constrói desde muito cedo para alguns, tudo isso é educação.
O passado com as memórias de infância se mistura com o futuro na imagem de outras crianças, de diferentes pessoas. Tudo isso ligado a coisas que eu vivenciei e que eu não vivenciei só. É uma construção de dentro para dentro. Para quem tiver tido a vivência, se identificar, e para quem não se identificar, conhecer.
A obra apresenta a Amazônia como um lugar de educar. A educação está presente em tudo. A memória das coisas que a gente aprende na primeira infância, o contato com a natureza, pensando a natureza como a grande mãe, a grande escola que educa.
Tudo tem sentido na vida amazônida, tudo tem um fundamento. Tudo educa.