{"id":69133,"date":"2025-03-07T10:34:57","date_gmt":"2025-03-07T13:34:57","guid":{"rendered":"https:\/\/cambrasmax.local:8484\/?p=69133"},"modified":"2025-03-25T11:01:49","modified_gmt":"2025-03-25T14:01:49","slug":"projeto-identifica-padroes-de-violencia-contra-mulher-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/en\/2025\/03\/07\/projeto-identifica-padroes-de-violencia-contra-mulher-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Projeto identifica padr\u00f5es de viol\u00eancia contra mulher na Amaz\u00f4nia\u00a0"},"content":{"rendered":"\n
Pesquisa realiza o cruzamento in\u00e9dito de mais de 90 vari\u00e1veis para compreender o feminic\u00eddio e embasar o desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas integradas<\/em><\/p>\n\n\n\n
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Desde 2022, o projeto Vigifeminic\u00eddio vem mapeando e qualificando as circunst\u00e2ncias em que ocorrem feminic\u00eddios em capitais da Amaz\u00f4nia Ocidental: Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Manaus (AM) e Boa Vista (RR). <\/p>\n\n\n\n
A iniciativa, que se distingue pela abordagem interdisciplinar e por ter como referencial as potencialidades da vigil\u00e2ncia da informa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, busca reunir dados confi\u00e1veis para o desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes de preven\u00e7\u00e3o e enfrentamento da viol\u00eancia de g\u00eanero na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n
O estudo est\u00e1 em desenvolvimento por pesquisadores do Instituto Le\u00f4nidas & Maria Deane (Fiocruz Amaz\u00f4nia), da Escola Superior de Ci\u00eancias da Sa\u00fade (ESA) e da Escola Superior de Ci\u00eancias Sociais (ESO) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), bem como das Universidades Federais do Acre (UFAC) e Rond\u00f4nia (UNIR), sob a lideran\u00e7a do professor e epidemiologista Dr. Jesem Douglas Yamall Orellana.<\/p>\n\n\n\n
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A lei 13.104\/15, mais conhecida como Lei do Feminic\u00eddio, alterou o C\u00f3digo Penal brasileiro incluindo o \u201cfeminic\u00eddio\u201d como qualificador do crime de homic\u00eddio. O termo \u00e9 usado para classificar o assassinato de uma mulher quando este \u00e9 motivado pelo fato dela ser mulher (misoginia, menosprezo pela condi\u00e7\u00e3o feminina ou discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero). Muitas vezes, \u00e9 decorrente de viol\u00eancia dom\u00e9stica e agravado por fatores como viol\u00eancia sexual.<\/p>\n\n\n\n
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Em entrevista \u00e0 Concerta\u00e7\u00e3o, Orellana explica que o objetivo inicial \u00e9 entender quem s\u00e3o essas v\u00edtimas, em que circunst\u00e2ncias elas s\u00e3o vitimizadas e quais suas potenciais consequ\u00eancias. Isso porque, segundo ele, \u201co feminic\u00eddio n\u00e3o elimina apenas uma vida. Ele mutila o c\u00edrculo \u00edntimo social dessa v\u00edtima e atinge suas fam\u00edlias, filhos e m\u00e3es. S\u00e3o v\u00e1rias vidas destru\u00eddas\u201d.<\/p>\n\n\n\n
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\u201cA invisibilidade do feminic\u00eddio como viol\u00eancia de g\u00eanero \u00e9 ainda maior na regi\u00e3o amaz\u00f4nica\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n
Edinilza Ribeiro dos Santos, professora e pesquisadora<\/strong><\/p>\n\n\n\n