{"id":66210,"date":"2025-02-18T18:16:30","date_gmt":"2025-02-18T21:16:30","guid":{"rendered":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/?post_type=linha-das-artes&amp;p=66210"},"modified":"2025-02-18T18:16:30","modified_gmt":"2025-02-18T21:16:30","slug":"sibe-feliciano-lana-ou-kenhipora-o-filho-dos-desenhos-dos-sonhos-1937-2020","status":"publish","type":"linha-das-artes","link":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/linha-das-artes\/sibe-feliciano-lana-ou-kenhipora-o-filho-dos-desenhos-dos-sonhos-1937-2020\/","title":{"rendered":"Sib\u00e9 Feliciano Lana ou Kenhipor\u00e3 &#8211; o filho dos desenhos dos sonhos (1937-2020)"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"710\" src=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Gente-Peixe-14_a-2012-1024x710.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-65725\" style=\"width:600px\" srcset=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Gente-Peixe-14_a-2012-1024x710.jpg 1024w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Gente-Peixe-14_a-2012-300x208.jpg 300w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Gente-Peixe-14_a-2012-768x533.jpg 768w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Gente-Peixe-14_a-2012.jpg 1100w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Dos desenhos a l\u00e1pis, guaches e aquarelas do artista pl\u00e1stico <dfn class=\"word\"><a tabindex=\"0\">Desana<\/a> <span class=\"word__explanation\"> Os Desana, que se autodenominam Umuko Mas\u00e1 (\u201cgente do universo\u201d), s\u00e3o um dos dezesseis povos da fam\u00edlia lingu\u00edstica Tukano Oriental, moradores da regi\u00e3o do Rio Uaup\u00e9s, afluente do Alto Rio Negro. O Rio Tiqui\u00e9, em cujas margens est\u00e1 localizada a aldeia onde nasceu Sib\u00e9, \u00e9 um afluente do Uaup\u00e9s. <\/span><\/dfn> Feliciano Pimentel Lana (nome de batismo), emergem as mem\u00f3rias, imagens e narrativas m\u00edticas de Sib\u00e9, seu \u201c<dfn class=\"word\"><a tabindex=\"0\">nome-de-assopro<\/a> <span class=\"word__explanation\">Nome sagrado atribu\u00eddo ao rec\u00e9m-nascido.<\/span><\/dfn>\u201d, que significa \u201cFilho do Sol\u201d na tradu\u00e7\u00e3o ao portugu\u00eas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sib\u00e9 assumiu desde cedo a miss\u00e3o de interpretar e manter viva, por meio da arte, as hist\u00f3rias que ouvia dos anci\u00f5es da aldeia de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, localizada \u00e0s margens do Rio Tiqui\u00e9, regi\u00e3o do Alto Rio Negro (AM), pr\u00f3xima \u00e0 fronteira com a Col\u00f4mbia.<\/p>\n\n\n\n<p>Dono de um estilo inconfund\u00edvel, em que cada composi\u00e7\u00e3o corresponde a uma narrativa, sua obra deita ra\u00edzes no per\u00edodo em que colaborou com as pesquisas do padre lituano Casimiro B\u00e9ksta, professor do col\u00e9gio salesiano localizado na regi\u00e3o, que se interessava em saber mais sobre os mitos e o xamanismo ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p>Seus desenhos e pinturas est\u00e3o carregados de simbologias que narram a hist\u00f3ria dos grupos ind\u00edgenas que habitam seu territ\u00f3rio de origem. Mostram peixes, p\u00e1ssaros, on\u00e7as e cobras; canoas ind\u00edgenas, rios, praias e paisagens do Alto Rio Negro. Expressam sua vis\u00e3o do mundo e dos seres que, conforme o relato dos mais velhos, encantam aquelas paragens.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size\"><strong><em>A introdu\u00e7\u00e3o de Feliciano \u00e0s artes veio ainda na inf\u00e2ncia<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Filho de pai Desana e m\u00e3e Tukano, Sib\u00e9 pertenceu ao sib&nbsp;(grupo de descendentes do mesmo ancestral) Kenhipor\u00e3, termo que em portugu\u00eas significa algo como &#8220;Filhos dos Desenhos dos Sonhos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7ou a se aventurar na arte visual depois de deixar sua aldeia natal, aos 11 anos, para estudar no internato Salesiano de Pari-Cachoeira. L\u00e1, o menino teve aulas de desenho e recebeu no\u00e7\u00f5es de propor\u00e7\u00e3o, perspectiva, constru\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica, composi\u00e7\u00e3o, luz e sombra. O internato foi tamb\u00e9m onde ganhou o nome de Feliciano&nbsp;Pimentel Lana. Ap\u00f3s o 6\u00ba ano, Sib\u00e9 mudou-se para a Col\u00f4mbia, onde permaneceu por cinco anos realizando trabalhos manuais diversos, como mec\u00e2nico, agricultor e seringueiro, mas longe do desenho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao voltar, o artista casou-se com Joaquina Machado, tukano de Pari-Cachoeira. Foi nessa \u00e9poca que Sib\u00e9 passou a cooperar com as pesquisas do padre Casemiro B\u00e9ksta. Este distribuiu papel, l\u00e1pis, gravador e materiais de desenho para alguns de seus antigos alunos e pediu-lhes que coletassem informa\u00e7\u00f5es junto aos parentes, especialmente os mais velhos, uma vez que seu legado cultural era mantido apenas pelas tradi\u00e7\u00f5es orais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao entrevistar seu sogro para o projeto, Feliciano se viu preocupado com a dificuldade de expressar algumas das ideias que ouviu. Assim, decidiu desenhar os epis\u00f3dios narrados pelo anci\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size\"><strong><em>Na vida e na obra de Lana, desenho e narrativa s\u00e3o insepar\u00e1veis<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A partir de ent\u00e3o, por toda a vida Feliciano dedicou-se a registrar e ilustrar essas narrativas, tornando-se propriet\u00e1rio de um vasto e minucioso conhecimento da hist\u00f3ria, hist\u00f3rias e paisagens do noroeste amaz\u00f4nico, exprimindo-se sempre por meio de desenhos e pinturas. Como nesta ilustra\u00e7\u00e3o do mito do Cobra Honorato:<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-horizontal is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-6bd4d9d1 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-group is-content-justification-center is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-23441af8 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1100\" height=\"818\" src=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Cobra-Honorato-6_a.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-65737\" style=\"width:450px\" srcset=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Cobra-Honorato-6_a.jpg 1100w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Cobra-Honorato-6_a-300x223.jpg 300w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Cobra-Honorato-6_a-1024x761.jpg 1024w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Cobra-Honorato-6_a-768x571.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1100\" height=\"800\" src=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Cobra-Honorato-6_b.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-65739\" style=\"width:450px\" srcset=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Cobra-Honorato-6_b.jpg 1100w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Cobra-Honorato-6_b-300x218.jpg 300w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Cobra-Honorato-6_b-1024x745.jpg 1024w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Cobra-Honorato-6_b-768x559.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1100px) 100vw, 1100px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column has-border-color is-layout-flow wp-container-core-column-is-layout-cf6d1944 wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"border-color:#002b41;border-width:2px;padding-top:16px;padding-right:16px;padding-bottom:16px;padding-left:16px;flex-basis:100%\">\n<p>Cobra Honorato (ou Norato) \u00e9 uma serpente encantada que vivia com sua irm\u00e3 g\u00eamea, Maria Caninana, no fundo do rio. Honorato teria feito amizade com um soldado que o ajudou a remover o encanto, tornando-o um homem para o resto de sua vida. No desenho acima, Feliciano mostra Honorato antes de se transformar em homem, mas dizendo \u00e0 sua m\u00e3e que quer conhecer e ficar com seu pai.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size\"><strong><em>A origem do universo pelo olhar desana ganha o mundo<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Dentre seus trabalhos mais not\u00e1veis, destacam-se as ilustra\u00e7\u00f5es do livro \u201cAntes o mundo n\u00e3o existia: mitologia dos antigos Desana-Keh\u00edrip\u00f5r\u00e3\u201d de autoria de Luiz Lana e Firmiano Lana (Tolaman Kenhiri e Um\u00fasin Panlon Kumu), respectivamente seu primo e tio. Com introdu\u00e7\u00e3o e notas da antrop\u00f3loga Berta Ribeiro, o livro publicado pela primeira vez em 1980 \u00e9 considerado um cl\u00e1ssico da antropologia brasileira, bem como da literatura ind\u00edgena, contendo o mito desana da cria\u00e7\u00e3o do mundo e outras hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size\"><strong><em>A arte de Feliciano ilustra as conex\u00f5es entre o mundo dos homens e o dos demais seres<\/em><\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column has-border-color is-layout-flow wp-container-core-column-is-layout-cf6d1944 wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"border-color:#002b41;border-width:2px;padding-top:16px;padding-right:16px;padding-bottom:16px;padding-left:16px;flex-basis:100%\">\n<p>O desenho abaixo conta parte da hist\u00f3ria de Diado\u00ea, que explica a origem do matapi (artefato de pesca), pirarucus e tra\u00edras. A obra mostra Muhipu, Gente-Estrela (h\u00e1 quem diga que ele foi um poderoso deus) que morava no rio Uaup\u00e9s, acima da comunidade Jutica. Todos os dias ele levava seu filho para pescar e pegava muitos peixes. Os outros da aldeia iam pescar, mas nada conseguiam.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"705\" src=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Diadoe_1-1024x705.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-65747\" style=\"width:600px\" srcset=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Diadoe_1-1024x705.jpg 1024w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Diadoe_1-300x206.jpg 300w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Diadoe_1-768x529.jpg 768w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Diadoe_1.jpg 1100w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size\"><strong><em>O trabalho e o legado de Sib\u00e9 n\u00e3o se limitam aos seus desenhos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O escritor M\u00e1rcio Souza inspirou-se nas lendas desana para escrever, em parceria com Ald\u00edsio Filgueiras, o libreto da \u00f3pera \u201cDessana, Dessana\u201d. E tamb\u00e9m para produzir e dirigir o document\u00e1rio \u201cO come\u00e7o antes do come\u00e7o\u201d, que traz ilustra\u00e7\u00f5es de Feliciano e narra\u00e7\u00e3o do padre Casimiro sobre o mito da cria\u00e7\u00e3o do mundo, na vis\u00e3o da regi\u00e3o Alto Rio Negro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Feliciano era tamb\u00e9m narrador e escritor. Foi autor do texto e ilustra\u00e7\u00f5es de \u201cA origem da Noite &amp; Como as mulheres roubaram as flautas sagradas\u201d, publicado pela Editora da Universidade Federal do Amazonas em 2009, que consolida sua forma de contar hist\u00f3rias a partir do desenho.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size\"><strong><em>Feliciano levou a cultura ind\u00edgena para al\u00e9m do Alto Rio Negro<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Sib\u00e9 foi um dos mais importantes artistas ind\u00edgenas contempor\u00e2neos do pa\u00eds. Ao longo da carreira, participou de mostras e exposi\u00e7\u00f5es em diversos museus e galerias pelo Brasil e o mundo, tendo passado por pa\u00edses como Alemanha, Espanha, It\u00e1lia e Reino Unido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 acaso que esse gigante da cria\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, reconhecido pelo valor art\u00edstico e etnogr\u00e1fico de sua obra, tenha em Manaus, no Museu da Amaz\u00f4nia (Musa), uma exposi\u00e7\u00e3o permanente com 52 aquarelas e desenhos que registram mitos e hist\u00f3rias do povo Desana.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua arte \u00e9 fundamental para o registro e a preserva\u00e7\u00e3o da cultura ind\u00edgena do Alto Rio Negro. E, a partir de fevereiro, ela passa a inspirar e iluminar tamb\u00e9m a identidade visual dos canais digitais da Concerta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<style>\n    .word {\n        position: relative;\n        color: var(--ucpa-color-main, #900);\n        display: inline-flex !important;\n        p {\n            display: inline !important;\n        }\n    }\n\n    .word a {\n        cursor: pointer;\n        text-decoration: underline;\n        text-decoration-style: dotted;\n        text-underline-offset: 3px;\n    }\n\n    .word__explanation {\n        position: absolute;\n        top: 100%;\n        left: 0;\n        width: 22rem;\n        padding: 0.5rem 0.8rem 0.8rem;\n        font-size: 0.9rem;\n        background-color: color-mix(in lab, var(--ucpa-color-offwhite, #eee), white 30%);\n        border-radius: 0 0.8rem 0.8rem 0.8rem;\n        visibility: hidden;\n        opacity: 0;\n        transition: opacity 0.3s;\n        z-index: 100000;\n        pointer-events: none;\n        box-shadow: 0 0 0.5rem rgba(0, 0, 0, 0.1);\n    }\n\n    :is(.word:hover, .word:focus, .word:focus-within) .word__explanation {\n        visibility: visible;\n        opacity: 1;\n        pointer-events: all;\n    }\nhtml .linha-das-artes-template-default figcaption {\ncolor: var(--ucpa-color-text, #333);\n}\n\nhtml .wp-block-image {\npadding-top: 0;\n}\n<\/style>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artista pl\u00e1stico desenvolveu uma obra fundamental para o registro e a preserva\u00e7\u00e3o da cultura ind\u00edgena do Alto Rio Negro, e, a partir de fevereiro, passa a inspirar a identidade visual dos canais digitais da Concerta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":76370,"template":"","paises":[59],"estados":[63],"cidades":[90],"ano":[57],"eixos":[],"class_list":["post-66210","linha-das-artes","type-linha-das-artes","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/linha-das-artes\/66210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/linha-das-artes"}],"about":[{"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/linha-das-artes"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/76370"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"paises","embeddable":true,"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/paises?post=66210"},{"taxonomy":"estados","embeddable":true,"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/estados?post=66210"},{"taxonomy":"cidades","embeddable":true,"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/cidades?post=66210"},{"taxonomy":"ano","embeddable":true,"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/ano?post=66210"},{"taxonomy":"eixos","embeddable":true,"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/eixos?post=66210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}