{"id":63767,"date":"2024-12-03T10:47:44","date_gmt":"2024-12-03T13:47:44","guid":{"rendered":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/?post_type=linha-das-artes&amp;p=63767"},"modified":"2024-12-03T10:47:44","modified_gmt":"2024-12-03T13:47:44","slug":"tornar-visiveis-os-invisiveis-a-busca-incessante-de-eder-oliveira","status":"publish","type":"linha-das-artes","link":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/linha-das-artes\/tornar-visiveis-os-invisiveis-a-busca-incessante-de-eder-oliveira\/","title":{"rendered":"Tornar vis\u00edveis os invis\u00edveis: a busca incessante de \u00c9der Oliveira"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><em>Tornar vis\u00edveis os invis\u00edveis: a busca incessante de \u00c9der Oliveira<br><\/em><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>O pintor paraense \u00e9 o artista que, a partir de dezembro, passa a inspirar a identidade visual dos canais digitais da Concerta\u00e7\u00e3o&nbsp;<br><\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:32px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><\/p>\n\n\n\n<p>Olhar endurecido, tristonho ou constrangido, f\u00edsico mirrado e identidade n\u00e3o revelada. S\u00e3o assim os sujeitos vistos pela sociedade como marginais, que protagonizam as pinturas de \u00c9der Oliveira. Usando como mat\u00e9ria prima as p\u00e1ginas policiais dos jornais, o pintor d\u00e1 identidade aos personagens an\u00f4nimos que s\u00e3o retratados como criminosos, mesmo que sua culpa n\u00e3o tenha sido estabelecida.<\/p>\n\n\n\n<p>A fotografia sempre esteve presente em seu trabalho, mas n\u00e3o \u00e9 ele quem fotografa. Em seu processo criativo, \u00c9der se apropria de imagens publicadas nas p\u00e1ginas policiais, substituindo a ambienta\u00e7\u00e3o por um contexto est\u00e9tico e art\u00edstico que vai muito al\u00e9m da ideia de criminalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O artista faz uso de t\u00e9cnicas diversas, que v\u00e3o do \u00f3leo sobre tela aos grandes formatos das interven\u00e7\u00f5es urbanas aos quais dedicou boa parte de sua carreira. E passam tamb\u00e9m por aquarelas, <dfn class=\"word\"><a tabindex=\"0\">site-specifics<\/a> <span class=\"word__explanation\">Site-specific \u00e9 um termo que se refere a obras de arte criadas para um local espec\u00edfico, de forma que estejam intimamente ligadas ao ambiente em que se encontram<\/span><\/dfn> e objetos que sempre tomam a fotografia como base. Em entrevista \u00e0 Concerta\u00e7\u00e3o, ele descreveu seu processo art\u00edstico:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cTrabalhei durante uns dez anos com a ideia de apropria\u00e7\u00e3o do fotojornalismo das p\u00e1ginas policiais. (&#8230;)<\/em> <em>Eu tirava a imagem do contexto, recortava somente o que me interessava e jogava o resultado como obra de arte, o que automaticamente subvertia a imagem marginalizada, tornava-a uma coisa bonita. A partir da\u00ed, o p\u00fablico podia perceber que olhava para pessoas bonitas, jovens e fortes\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:32px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Da transi\u00e7\u00e3o da cidade pequena para a capital, nasce o desejo de pintar pessoas comuns e a consci\u00eancia de ser uma delas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9der Oliveira nasceu no vilarejo de Velha Timboteua, munic\u00edpio de Nova Timboteua, pequena cidade do interior paraense, a cerca de 140 km de Bel\u00e9m. Deixou-a em 2004, aos 17 anos, para cursar a faculdade de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica na capital. Ele esperava vivenciar uma cidade diferente daquela que realmente encontrou e percebeu que os costumes em Timboteua eram muito semelhantes aos da periferia da cidade: \u201ca gente falava, se vestia e cortava o cabelo como algu\u00e9m da periferia de Bel\u00e9m\u201d<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Mas na faculdade, observou que seus colegas e professores n\u00e3o ouviam as mesmas m\u00fasicas, n\u00e3o falavam ou se vestiam como ele, nem tinham a mesma rela\u00e7\u00e3o com a floresta e o rio. Do estranhamento com essa vers\u00e3o da cidade nasceu o desejo de pintar as pessoas \u201ccomuns\u201d, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201celite\u201d do curso superior. Somente mais tarde entendeu que esse desejo era, na verdade, o de pintar pessoas como ele mesmo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:32px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>A viol\u00eancia da exclus\u00e3o dos mais pobres explode nos tons vermelhos e invade todas as paisagens<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda nessa \u00e9poca, a descoberta do daltonismo o levou a explorar os tons monocrom\u00e1ticos, em particular o vermelho, cor que tamb\u00e9m ressalta a viol\u00eancia da exclus\u00e3o dos jovens mais vulner\u00e1veis. Sem recursos para contratar modelos vivos como desejava, passou a pesquisar as imagens impressas nas revistas e jornais. E foi percebendo que essas eram pessoas racializadas, que tinham hist\u00f3rias de vida atravessadas por processos de \u00eaxodo, de apropria\u00e7\u00e3o de florestas e s\u00f3 apareciam nos jornais em p\u00e1ginas dedicadas a crimes.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, a trajet\u00f3ria art\u00edstica de \u00c9der Oliveira est\u00e1 voltada para a ressignifica\u00e7\u00e3o da identidade dessas pessoas de tra\u00e7os negros e ind\u00edgenas. Suas obras denunciam os mecanismos perversos de exclus\u00e3o social que marcam a vida de jovens pobres e banalizam suas identidades. Tamb\u00e9m tornam evidentes as rela\u00e7\u00f5es entre imagem, cor da pele e marginaliza\u00e7\u00e3o, como na tela a seguir, da s\u00e9rie P\u00e1ginas Vermelhas (Foto: Felipe Berndt):<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Serie-_Paginas-Vermelhas_-2015-Oleo-sobre-tela120x90cm-foto-FILIPE-BERNDT-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-63468\" style=\"width:600px\" srcset=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Serie-_Paginas-Vermelhas_-2015-Oleo-sobre-tela120x90cm-foto-FILIPE-BERNDT-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Serie-_Paginas-Vermelhas_-2015-Oleo-sobre-tela120x90cm-foto-FILIPE-BERNDT-300x200.jpg 300w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Serie-_Paginas-Vermelhas_-2015-Oleo-sobre-tela120x90cm-foto-FILIPE-BERNDT-768x512.jpg 768w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Serie-_Paginas-Vermelhas_-2015-Oleo-sobre-tela120x90cm-foto-FILIPE-BERNDT-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Serie-_Paginas-Vermelhas_-2015-Oleo-sobre-tela120x90cm-foto-FILIPE-BERNDT-2048x1366.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sem t\u00edtulo &#8211; S\u00e9rie P\u00e1ginas Vermelhas (2015) &#8211; \u00d3leo sobre tela<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:32px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Ressignificar \u00e9 devolver as fotos aos jornais, agora nas editorias mais nobres<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Oliveira p\u00f5e em evid\u00eancia a produ\u00e7\u00e3o e a circula\u00e7\u00e3o de fotografias de pessoas consideradas criminosas <em>a priori<\/em>, ao mesmo tempo que busca novos contextos e cen\u00e1rios alternativos a essas imagens. Retiradas dos cadernos policiais, as fotografias se transformam em pinturas, murais e interven\u00e7\u00f5es urbanas que criam uma outra possibilidade, mostrando beleza onde a maioria das pessoas via apenas algo ruim. Se voltarem aos jornais, os indiv\u00edduos retratados o far\u00e3o como parte integrante de obras de arte, divulgadas em editorias de cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto de sua obra que merece destaque est\u00e1 na busca pela amplia\u00e7\u00e3o da escala. Trata-se de um esfor\u00e7o que responde \u00e0 necessidade de provocar um impacto visual mais significativo e que o levou a se interessar por interven\u00e7\u00f5es urbanas. De in\u00edcio, elas ocupavam muros menores. \u00c0 medida que adquiriu mais autonomia e recursos, o artista passou a produzir obras de maior porte, contratando andaimes e assistentes para estruturar essas interven\u00e7\u00f5es em espa\u00e7os mais amplos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9der relata que nos \u00faltimos 10 anos vem reformulando essa abordagem e, gradualmente, substituindo os retratos individuais por cenas que ofere\u00e7am um contexto para seus personagens. S\u00e3o novas abordagens e formas de express\u00e3o art\u00edstica que procuram atender a quest\u00f5es \u00e9ticas relacionadas \u00e0 representa\u00e7\u00e3o de rostos espec\u00edficos, especialmente no contexto de imagens apropriadas de jornais.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa transforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 resultado da reflex\u00e3o sobre a possibilidade de pintar outras Amaz\u00f4nias al\u00e9m da sua pr\u00f3pria, que \u00e9 caracteristicamente urbana. Desde a pandemia de Covid-19, o artista se aprofundou na literatura de viagens produzida por exploradores do per\u00edodo colonial, que sempre levavam desenhistas em suas excurs\u00f5es e trouxeram o olhar do estrangeiro sobre as Amaz\u00f4nias. Esse mergulho fez com que ele tamb\u00e9m se sentisse mais \u00e0 vontade em pintar outras Amaz\u00f4nias.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora essas obras tragam a mesma den\u00fancia da marginaliza\u00e7\u00e3o das pessoas mais vulner\u00e1veis, elas agora enfatizam cenas e narrativas em vez de rostos individuais. A altera\u00e7\u00e3o amplia o foco de seu trabalho, de maneira que a viol\u00eancia e exclus\u00e3o social s\u00e3o exibidas por meio de paisagens urbanas e ribeirinhas. Para ele, trata-se de uma evolu\u00e7\u00e3o de seu conceito original, que mant\u00e9m a conex\u00e3o com suas reflex\u00f5es sobre a Amaz\u00f4nia, a periferia urbana e as complexidades sociais da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/3Q9A3417-Lelis-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-63464\" style=\"width:600px\" srcset=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/3Q9A3417-Lelis-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/3Q9A3417-Lelis-300x225.jpg 300w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/3Q9A3417-Lelis-768x576.jpg 768w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/3Q9A3417-Lelis-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/3Q9A3417-Lelis-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sem t\u00edtulo &#8211; S\u00e9rie Portos (2023) &#8211; \u00d3leo sobre tela<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:32px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o muitas as Amaz\u00f4nias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O artista compartilha com a Concerta\u00e7\u00e3o a no\u00e7\u00e3o de que existem diversas Amaz\u00f4nias. Dando suporte \u00e0 ideia, ele relembra a viagem que fez de barco de Bel\u00e9m a Iquitos, no Peru, em que percebeu que as fei\u00e7\u00f5es dos habitantes em cada trecho da travessia eram muito diferentes. Ao ponto de ele mesmo perder a autoimagem de pertencer ao grupo das pessoas \u201ccomuns\u201d \u00e0 medida que avan\u00e7ava territ\u00f3rio adentro.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cFoi quando eu percebi, realmente, as dimens\u00f5es da Amaz\u00f4nia. A partir de Manaus, por exemplo, existe uma Amaz\u00f4nia peruana na Amaz\u00f4nia brasileira, em que at\u00e9 o semblante das pessoas \u00e9 diferente. Desse ponto em diante, j\u00e1 n\u00e3o conseguia me misturar \u00e0s pessoas, me senti um estrangeiro\u201d.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9der comentou tamb\u00e9m a exist\u00eancia de grandes diferen\u00e7as entre a Amaz\u00f4nia rural e a urbana, dos diversos climas que predominam nas capitais dos estados da regi\u00e3o, as cores diferentes da terra vislumbrada nas ribanceiras dos rios e muitos outros elementos que ele passou a mostrar em seus trabalhos mais recentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Eder-Oliveira-43-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-63472\" style=\"width:600px\" srcset=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Eder-Oliveira-43-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Eder-Oliveira-43-300x225.jpg 300w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Eder-Oliveira-43-768x576.jpg 768w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Eder-Oliveira-43-1536x1151.jpg 1536w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Eder-Oliveira-43-2048x1535.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sem t\u00edtulo &#8211; S\u00e9rie Margens (2022) &#8211; \u00d3leo sobre tela<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:32px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>A predomin\u00e2ncia da cor vermelha \u00e9 uma forma de manter a ess\u00eancia cr\u00edtica de seu trabalho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da mudan\u00e7a de foco e do registro das diferen\u00e7as das muitas Amaz\u00f4nias, o uso intenso do vermelho permanece e unifica sua obra. A cor lhe permite manter a discuss\u00e3o sobre a marginaliza\u00e7\u00e3o dos mais vulner\u00e1veis na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201cQuase todas as vezes que eu pinto esse rio, por exemplo, ele \u00e9 vermelho, porque existe sangue e viol\u00eancia na Amaz\u00f4nia e meu trabalho envolve a viol\u00eancia. Eu n\u00e3o quero pintar essa paisagem porque \u00e9 bonita. Eu estou falando de um tema dif\u00edcil e complicado, mas que precisa ser visto\u201d.<\/em><br><\/p>\n\n\n\n<style>\n    \/* corre\u00e7\u00e3o de hover dos \u00edcones sociais *\/\n    html .elementor-48223 .elementor-element.elementor-element-4154965 .elementor-share-btn:hover {\n        --e-share-buttons-secondary-color: var(--ucpa-color-2);\n    }\n<\/style>\n\n<!--  <dfn class=\"word\"><a>WORD<\/a> <span class=\"word__explanation\">LOREM<\/span><\/dfn>  -->\n\n<style>\n    .word {\n        position: relative;\n        color: var(--ucpa-color-main, #900);\n        display: inline-flex !important;\n        p {\n            display: inline !important;\n        }\n    }\n\n    .word a {\n        cursor: pointer;\n        text-decoration: underline;\n        text-decoration-style: dotted;\n        text-underline-offset: 3px;\n    }\n\n    .word__explanation {\n        position: absolute;\n        top: 100%;\n        left: 0;\n        width: 22rem;\n        padding: 0.5rem 0.8rem 0.8rem;\n        font-size: 0.9rem;\n        background-color: color-mix(in lab, var(--ucpa-color-offwhite, #eee), white 30%);\n        border-radius: 0 0.8rem 0.8rem 0.8rem;\n        visibility: hidden;\n        opacity: 0;\n        transition: opacity 0.3s;\n        z-index: 100000;\n        pointer-events: none;\n        box-shadow: 0 0 0.5rem rgba(0, 0, 0, 0.1);\n    }\n\n    :is(.word:hover, .word:focus, .word:focus-within) .word__explanation {\n        visibility: visible;\n        opacity: 1;\n        pointer-events: all;\n    }\nhtml .linha-das-artes-template-default figcaption {\ncolor: var(--ucpa-color-text, #333);\n}\n\nhtml .wp-block-image {\npadding-top: 0;\n}\n<\/style>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhar endurecido, tristonho ou constrangido, f\u00edsico mirrado e identidade n\u00e3o revelada. 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