{"id":60124,"date":"2024-08-23T14:02:39","date_gmt":"2024-08-23T17:02:39","guid":{"rendered":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/?post_type=linha-das-artes&amp;p=60124"},"modified":"2024-08-23T14:02:39","modified_gmt":"2024-08-23T17:02:39","slug":"carmezia-emiliano","status":"publish","type":"linha-das-artes","link":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/linha-das-artes\/carmezia-emiliano\/","title":{"rendered":"Carm\u00e9zia Emiliano pinta para n\u00e3o deixar esquecer"},"content":{"rendered":"\n<p>Conhecer a obra de Carm\u00e9zia Emiliano \u00e9 mergulhar no esfor\u00e7o permanente da artista em registrar cada detalhe da cultura de seu povo, o Macuxi. Uma obra que em todo tra\u00e7o, cor, forma e cena reflete uma escolha, e \u00e9 meticulosamente constru\u00edda em coer\u00eancia com seu \u201cmantra\u201d: \u201ceu pinto para n\u00e3o esquecer minha cultura\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um desejo t\u00e3o entranhado em sua pessoa que, quando indagada sobre o porqu\u00ea de nunca ter pintado Boa Vista, cidade onde vive h\u00e1 mais de 30 anos, mostrou espanto com a ideia. \u00a0Em depoimento \u00e0 Concerta\u00e7\u00e3o,\u00a0 explicou que, a cidade n\u00e3o lhe oferece mem\u00f3rias que queira pintar. \u201cQuem sabe, um dia, eu pinto sobre ind\u00edgenas que abandonam suas tribos e v\u00eam para c\u00e1\u201d, respondeu.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Nas telas de Carm\u00e9zia, saltam aos olhos cenas do cotidiano macuxi, os mitos e os ritos, as festas, a rela\u00e7\u00e3o com a natureza e os saberes ancestrais, pintados em cores fortes e repleto de detalhes. Seu olhar de mulher ind\u00edgena tamb\u00e9m capta nuances da divis\u00e3o do trabalho entre homens e mulheres em atividades como plantio, ca\u00e7a, preparo de alimentos e cuidado com as crian\u00e7as. As cenas v\u00edvidas surgem em repeti\u00e7\u00f5es, como um amuleto contra o esquecimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><br><\/em><em>\u201c<\/em><strong><em>N\u00e3o presta dar o primeiro trabalho\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A artista nasceu na Maloca do Jap\u00f3, aldeamento da etnia Macuxi na Terra Ind\u00edgena Raposa Serra do Sol (RR), em 1960 e se mudou para Boa Vista no final dos anos 1980, em busca de trabalho. Foi l\u00e1 que conheceu o marido, L\u00e9o Malabarista, artista circense, ao lado de quem passou a frequentar os c\u00edrculos culturais de Roraima.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1992, visitou sua primeira exposi\u00e7\u00e3o de arte, que trazia obras de Eli\u00e9zer Rufino, irm\u00e3o do poeta <a id=\"ref1\" href=\"#nota1\">Eliakin Rufino<sup>1<\/sup><\/a>. Ali, se deu conta do desejo de pintar tamb\u00e9m. Foi Eliakin quem a presenteou com uma tela e tintas para que fizesse uma experi\u00eancia. Em depoimento a <a id=\"ref2\" href=\"#nota2\">Roseli Anater<sup>2<\/sup><\/a>, Carm\u00e9zia conta que n\u00e3o pensou em nada que quisesse pintar, mas inspirada numa tela de Eli\u00e9zer que mostrava um buritizeiro, decidiu pintar um tamb\u00e9m. Ofereceu, ent\u00e3o, o quadro \u201cVeado no buritizeiro\u201d a Eliakin, mas ele recusou explicando que \u201cn\u00e3o presta dar o primeiro trabalho&#8230;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de ent\u00e3o, Carm\u00e9zia nunca mais parou de pintar. De in\u00edcio, tendo dificuldade para comprar tintas, produziu as suas a partir de folhas, frutas, sementes e outros elementos da natureza, como narrou na entrevista:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cEu mesma produzia tinta, com folha de pimenta malagueta, que \u00e9 verde, e de algod\u00e3o roxo, que \u00e9 roxinha, e urucum, aquele que se chama colorau, jenipapo brabo, carv\u00e3o, batatinha amarela, essas coisas que v\u00eam da natureza. Eu fazia esse tipo de cores, machucava as folhas e a\u00ed desenhava no papel, n\u00e3o na tela, porque (essa tinta) a tela quase n\u00e3o segura. Ent\u00e3o eu pintava no papel com essas cores\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>Na obra de Carm\u00e9zia, a pintura \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o da cultura Macuxi&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Seus temas v\u00eam da vida e da cultura macuxi, que ela pinta para n\u00e3o esquecer e compartilhar com outras pessoas. Em suas palavras:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cMinha hist\u00f3ria \u00e9 muito bonita, porque eu j\u00e1 nasci olhando, me criei olhando. J\u00e1 nasci na natureza, me criei fazendo, me criei na comunidade, na mata, trabalhando na ro\u00e7a&#8230; Tudo o que minha m\u00e3e fazia eu olhava. (&#8230;) Eu coloco na tela essas mem\u00f3rias: fazendo <a id=\"ref3\" href=\"#nota3\">beiju<sup>3<\/sup><\/a>, fazendo <a id=\"ref4\" href=\"#nota4\">caxiri<sup>4<\/sup><\/a>, ralando mandioca, tecendo algod\u00e3o, fazendo rede\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>As caracter\u00edsticas de seu trabalho a colocam como uma not\u00e1vel representante da arte na\u00eff no Brasil, movimento que utiliza tons brilhantes e alegres, formas simples e a idealiza\u00e7\u00e3o da natureza, em contraponto \u00e0s t\u00e9cnicas art\u00edsticas mais usuais, como perspectiva, formas convencionais de composi\u00e7\u00e3o e de uso das cores.<\/p>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria da artista fora dos c\u00edrculos roraimenses nas d\u00e9cadas seguintes \u00e9 um reflexo do crescimento constante da qualidade da sua obra, valoriza\u00e7\u00e3o do seu estilo e da arte ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p>Carm\u00e9zia foi presen\u00e7a constante na Bienal Na\u00eff do Sesc Piracicaba desde 2006 at\u00e9 2020, ano a partir do qual experimentou franca consagra\u00e7\u00e3o no circuito das artes contempor\u00e2neas. Desde ent\u00e3o realizou mostras em museus, exposi\u00e7\u00f5es e galerias de grande import\u00e2ncia como o MASP (Museu de Arte de S\u00e3o Paulo), Bienal de S\u00e3o Paulo e Bienal das Amaz\u00f4nias em Bel\u00e9m (PA), bem como no exterior. Uma experi\u00eancia que tem lhe dado a oportunidade de conhecer outros lugares, outros artistas e principalmente, mostrar sua cultura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>A obra de Carm\u00e9zia inspira os canais digitais da Concerta\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A partir de agosto de 2024, Carm\u00e9zia traz para a identidade visual da Concerta\u00e7\u00e3o a inspira\u00e7\u00e3o em dez telas: \u201cFazendo beiju\u201d, \u201cAraras\u201d, \u201cContando hist\u00f3rias\u201d, \u201cEstudando\u201d, \u201cFazendo panela\u201d, \u201cMoqueando peixe\u201d, \u201cMaloca do Cont\u00e3o\u201d, \u201cQuatis\u201d, \u201cWazak\u00e1\u201d e \u201cPescaria\u201d, disponibilizadas pelo Acervo Augusto Luitgards. A artista falou sobre algumas delas.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:64px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>ESTUDANDO (2022)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"878\" src=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Estudando-60x70-2022-Grande-1024x878.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-59434\" style=\"width:600px\" srcset=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Estudando-60x70-2022-Grande-1024x878.jpeg 1024w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Estudando-60x70-2022-Grande-300x257.jpeg 300w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Estudando-60x70-2022-Grande-768x658.jpeg 768w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Estudando-60x70-2022-Grande.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Na obra, que tem ao centro uma escola, uma professora ensina portugu\u00eas e macuxi. Emiliano conta que desde que nasceu, jamais deixou de falar a l\u00edngua de seu povo, mas sua filha n\u00e3o entende o idioma e muitos jovens preferem falar o portugu\u00eas. Por isso, ao redor da escola, ela retratou os av\u00f3s ensinando saberes tradicionais, destacando sua import\u00e2ncia para a continuidade da cultura macuxi. S\u00e3o atividades como a confec\u00e7\u00e3o de redes, de <a id=\"ref5\" href=\"#nota5\">tipiti<sup>5<\/sup><\/a>, tran\u00e7ar, desfiar algod\u00e3o, fazer flechas e panelas de barro.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:64px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>MOQUEANDO PEIXE (2022)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"878\" src=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Moqueando-Peixe-60x70-2022-Grande-1024x878.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-59442\" style=\"width:600px\" srcset=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Moqueando-Peixe-60x70-2022-Grande-1024x878.jpeg 1024w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Moqueando-Peixe-60x70-2022-Grande-300x257.jpeg 300w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Moqueando-Peixe-60x70-2022-Grande-768x658.jpeg 768w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Moqueando-Peixe-60x70-2022-Grande.jpeg 1162w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEssa tela mostra como a gente vive. Porque&nbsp;a gente n\u00e3o tem mercado para comprar comida, a gente n\u00e3o tem dinheiro pra comprar linha de nylon, a gente vive de ro\u00e7a e de pescaria (&#8230;). Quando a gente vai pescar, a gente leva o <a id=\"ref6\" href=\"#nota6\">jiqui<sup>6<\/sup><\/a>. S\u00e3o os homens e os meninos que est\u00e3o pescando e as mulheres est\u00e3o <a id=\"ref7\" href=\"#nota7\">moqueando<sup>7<\/sup><\/a> o peixe\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>WAZAK\u00c1 (2022)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"874\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/WAZAKA_70x60cm_2022-Grande-874x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-59448\" style=\"width:600px\" srcset=\"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/WAZAKA_70x60cm_2022-Grande-874x1024.jpeg 874w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/WAZAKA_70x60cm_2022-Grande-256x300.jpeg 256w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/WAZAKA_70x60cm_2022-Grande-768x899.jpeg 768w, https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/WAZAKA_70x60cm_2022-Grande.jpeg 1093w\" sizes=\"(max-width: 874px) 100vw, 874px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Mito fundador de diversos povos origin\u00e1rios da Amaz\u00f4nia, Wazak\u00e1 \u00e9 o nome da \u00c1rvore da Vida e da lenda do surgimento do Monte Roraima. De acordo com o relato que Carm\u00e9zia ouviu de seu tio, os irm\u00e3os Ariqu\u00e9 e Esquir\u00e3 passavam fome porque n\u00e3o sabiam onde encontrar frutas. Eles tinham uma cotia e, um dia, o animalzinho dormiu com a boca aberta, revelando restos de frutas entre seus dentes.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, Ariqu\u00e9 e Esquir\u00e3 seguiram a cotia e encontraram essa \u00e1rvore enorme. Como n\u00e3o havia frutas no ch\u00e3o, resolveram cort\u00e1-la para alcan\u00e7ar as que estavam no alto. A \u00e1rvore caiu para o norte e \u00e9 por isso que nessa regi\u00e3o h\u00e1 muitas frutas. Da seiva que escorreu do seu tronco surgiram os rios Ma\u00f4, da Guiana, Urariquera, da Venezuela e Branco, do Brasil. Ent\u00e3o, Ariqu\u00e9 e Esquir\u00e3 transformaram esse tronco de \u00e1rvore em um monte, que hoje se chama Monte Roraima.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>\u201cMinha arte me leva a lugares em que eu nunca pensei chegar\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O desejo de Carm\u00e9zia agora, \u00e9 continuar pintando e mostrar seu trabalho fora do Brasil. J\u00e1 exp\u00f4s nos Estados Unidos, mas quer levar a cultura macuxi ainda mais longe.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>\u201cSe n\u00e3o fosse pela minha arte, eu n\u00e3o estaria conhecendo o mundo. Eu n\u00e3o esperava chegar a esses lugares com meu trabalho, mas fico muito feliz, porque tem sido muito importante mostrar minha cultura para o mundo inteiro\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:64px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>NOTAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<style>\n    @keyframes blink-animation {\n        0%,\n        10%,\n        20%,\n        30% {\n            background-color: var(--ucpa-color-5, #fff);\n        }\n        5%,\n        15%,\n        25%,\n        100% {\n            background-color: transparent;\n        }\n    }\n\n    @keyframes pulse-animation {\n        0% {\n            box-shadow: 0 0 0 0px rgba(var(--color-blink, #f60), 0.3), 0 0 0 0 rgba(var(--color-blink, #f60), 0.3);\n        }\n        100% {\n            box-shadow: 0 0 0 32px rgba(var(--color-blink, #f60), 0), 0 0 0 16px rgba(var(--color-blink, #f60), 0);\n        }\n    }\n\n    @keyframes blink-animation-a11y {\n        0%,\n        99% {\n            background-color: var(--ucpa-color-5, #fff);\n        }\n        100% {\n            background-color: transparent;\n        }\n    }\n\n    @keyframes pulse-animation-a11y {\n        0%,\n        99% {\n            box-shadow: 0 0 0 6px rgba(var(--color-blink, #f60), 0.3), 0 0 0 12px rgba(var(--color-blink, #f60), 0.3);\n        }\n        100% {\n            box-shadow: 0 0 0 6px rgba(var(--color-blink, #f60), 0), 0 0 0 12px rgba(var(--color-blink, #f60), 0);\n        }\n    }\n\n    body.postid-60124 [data-elementor-id=\"48223\"] sup a {\n        display: inline-block;\n        aspect-ratio: 1;\n        border-radius: 50%;\n    }\n\n    :has(:target sup) {\n        scroll-padding-top: 20rem;\n    }\n    :has(.footnotes :target) {\n        scroll-padding-top: 20rem;\n    }\n\n    body.postid-60124 [data-elementor-id=\"48223\"] :target:has(sup) {\n        --color-blink: 197, 93, 22;\n        animation-name: pulse-animation;\n        animation-duration: 500ms;\n        animation-timing-function: ease-in-out;\n        animation-iteration-count: 5;\n        animation-delay: 1s;\n    }\n\n    .footnotes li {\n        padding: 0.3rem 0.6rem;\n        border-radius: 1rem;\n    }\n\n    .footnotes :target {\n        animation-name: blink-animation;\n        animation-duration: 4000ms;\n        animation-timing-function: ease-in-out;\n        animation-iteration-count: 1;\n        animation-delay: 1s;\n        \/* transition: all 2000ms 1.5s ease-in-out; 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tapioca <a href=\"#ref3\">\u21a9<\/a><\/li>\n    <li id=\"nota4\">Caxiri: bebida alco\u00f3lica tradicional dos povos ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia, feita \u00e0 base de mandioca <a href=\"#ref4\">\u21a9<\/a><\/li>\n    <li id=\"nota5\">Tipiti \u00e9 uma esp\u00e9cie de prensa ou espremedor de palha tran\u00e7ada, usado para espremer, escorrer e secar ra\u00edzes, normalmente mandioca. <a href=\"#ref5\">\u21a9<\/a><\/li>\n    <li id=\"nota6\">Jiqui: Armadilha para pesca em rio, constitu\u00edda por um cesto comprido e afunilado <a href=\"#ref6\">\u21a9<\/a><\/li>\n    <li id=\"nota7\">Moquear: assar ou defumar peixe no moqu\u00e9m, grelha artesanal apoiada em forquilhas de madeira fincadas no solo <a href=\"#ref7\">\u21a9<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n<style>\n    \/* corre\u00e7\u00e3o de hover dos \u00edcones sociais *\/\n    html .elementor-48223 .elementor-element.elementor-element-4154965 .elementor-share-btn:hover {\n        --e-share-buttons-secondary-color: var( --ucpa-color-2 );\n    }\n<\/style>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecer a obra de Carm\u00e9zia Emiliano \u00e9 mergulhar no esfor\u00e7o permanente da artista em registrar cada detalhe da cultura de seu povo, o Macuxi. Uma obra que em todo tra\u00e7o, cor, forma e cena reflete uma escolha, e \u00e9 meticulosamente constru\u00edda em coer\u00eancia com seu \u201cmantra\u201d: \u201ceu pinto para n\u00e3o esquecer minha cultura\u201d.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":59448,"template":"","paises":[59],"estados":[81],"cidades":[80],"ano":[72],"eixos":[],"class_list":["post-60124","linha-das-artes","type-linha-das-artes","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/linha-das-artes\/60124","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/linha-das-artes"}],"about":[{"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/linha-das-artes"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"paises","embeddable":true,"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/paises?post=60124"},{"taxonomy":"estados","embeddable":true,"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/estados?post=60124"},{"taxonomy":"cidades","embeddable":true,"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/cidades?post=60124"},{"taxonomy":"ano","embeddable":true,"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/ano?post=60124"},{"taxonomy":"eixos","embeddable":true,"href":"https:\/\/concertacaoamazonia.com.br\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/eixos?post=60124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}